O casal Lauir e Hélio Saito, com a filha Any
Silvana Leão
De Londrina
No primeiro dia de exposição, o movimento de visitantes no Parque Ney Braga só começou a aumentar no final da tarde, com famílias chegando para aproveitar as atrações da noite. No parque de diversões, a maioria dos brinquedos só foi liberada após as 16 horas. Em praticamente todas as ruas do parque, ainda era possível ver pessoas trabalhando nas últimas arrumações.
Por volta das 15 horas, um grupo de cerca de 60 alunos chegou ao parque de diversões. A intenção, segundo eles, era fazer do local um laboratório de física. O problema é que chegaram cedo demais: A gente veio para ver os brinquedos funcionando, calcular velocidade, estas coisas. Mas nos disseram que eles só vão entrar em funcionamento às 17 horas. O jeito vai ser esperar, explicou Caio Malinoski.
No final da tarde, quando alguns brinquedos já estavam funcionando, uma das opções mais procuradas pelos alunos era o Hurricane, onde as pessoas ficam sentadas lado a lado e começam a ser balançadas até que o brinquedo dá uma volta completa no ar. O duro é saber se, diante de tanta adrenalina, os cálculos da física foram lembrados em algum momento.
Entre as poucas famílias que transitavam pela exposição no início da tarde estava a de Maria Juliati, que veio de Sertanópolis (40 quilômetros ao norte de Londrina) acreditando que hoje a entrada seria gratuita. A gente ouviu na televisão que agora à tarde não iam cobrar ingresso e, como as crianças não viam a hora de vir, a gente resolveu aproveitar o primeiro dia, explicou. Dona Maria, o marido, os dois filhos, a nora e a neta não conseguiram se livrar dos ingressos. Já estávamos aqui mesmo...
Já o casal Lauir e Hélio Saito, acompanhados pela filha Any, de três anos, optaram pelo primeiro dia de feira pela maior tranquilidade. Mas se der tempo, a gente vai voltar outras vezes, garantiram. Segundo eles, os pavilhões de animais e o parque de diversões são os locais preferidos pela família.
Além dos que já estavam trabalhando, dos expositores e dos visitantes, ontem também foi possível ver no parque pessoas que foram até lá na esperança de conseguir um emprego, ainda que temporário. Entre elas estavam Maria Helena Paula da Silva e Geni de Paula, que fizeram ficha há uns 15 dias e ontem tinham esperança de conseguir alguma coisa. Tinha uma vaga quase certa, mas não deu certo, lamentavam.





