O caminho do sangue: entre a doação e a transfusão
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segunda-feira, 04 de julho de 2016
Reportagem Local 
Brasília - Você já deve ter se perguntado qual é o caminho que o sangue doado percorre antes de ser submetido a uma transfusão e como são os cuidados para que ele chegue da melhor maneira ao paciente que precisa. Geralmente, as pessoas conhecem as etapas que antecedem a doação, pois são os processos aos quais são submetidos. Mas mesmo depois de coletado, o material passa por uma série de procedimentos e exames que garantem a preparação correta das bolsas de sangue. Isso para que, quando a transfusão ocorra, os hemocomponentes estejam corretamente preparados e possam ser transfundidos no momento certo e na quantidade adequada à necessidade do paciente.
O Blog da saúde, em parceria com a Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde (MS), traçou o caminho do sangue, que começa pela procura do doador por um banco e termina na hora em que o paciente recebe o sangue através de uma transfusão.
ANTES
O primeiro passo para a doação de sangue é a identificação do candidato. Todos devem portar documento de identificação com foto e preencher uma ficha cadastral com dados que permitam identificá-lo. Um número de registro também será gerado. É nele que ficarão contidos os dados que serão atualizados a cada novo comparecimento no hemocentro.
Também fica a disposição um material com informações preliminares e orientações ou profissionais que possam responder a dúvidas do candidato à doação. Qualquer questionamento pode ser esclarecido nesse momento, como processo de coleta, riscos potenciais da doação, comportamentos sexuais e hábitos que oferecem risco acrescido para HIV e outros agentes transmissíveis pelo sangue e condutas que devem ser adotadas em caso de resultados alterados dos exames.
O futuro doador passa então para a triagem clínica, que consiste em uma avaliação clínica e epidemiológica, um exame físico, e a análise das respostas do candidato a um questionário padronizado, que avalia a história médica atual e prévia, os hábitos do voluntário e fatores de risco para doenças transmissíveis pelo sangue.
Todas as informações são confidenciais. Os sinais vitais também são aferidos (pressão arterial, pulso e temperatura), o peso e a altura, dosagem de hemoglobina ou medida do hematócrito. Ao final desse processo, o candidato pode ser considerado apto, inapto temporariamente, inapto definitivo e inapto por tempo indeterminado. Em todos os casos o paciente deve ser comunicado do motivo. Caso o paciente seja considerado apto, deve assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
DESCARTÁVEL
A coleta de bolsas de sangue é feita com material descartável, estéril, e de uso clínico. O procedimento passa por um controle rigoroso para evitar a contaminação da unidade coletada. A doação não dura mais de 15 minutos, e o processo todo dura em média 40 minutos. É necessária uma observação por alguns minutos antes da liberação do doador, para verificar se não há quaisquer sintomas. O indivíduo também é orientado a comer, aumentar ingestão de líquido, e evitar atividades físicas intensas.


