De cursos como Medicina e Ciência de Alimentos a Controladoria em Finanças, de Engenharia de Software a Cinema e Documentário, de Genética e Biologia Molecular a Fitoterapia. Milhares de estudantes buscam melhorar o currículo nos mais de 330 cursos de pós-graduação oferecidos por cinco instituições de ensino superior (IES), além de outros centros de educação de Londrina. Só na Universidade Estadual de Londrina (UEL), somando doutorados, mestrados, residências e especializações, são 212 opções em praticamente todas as grandes áreas de formação (Humanas, Exatas, Biológicas e Agrárias).
Segundo especialistas, consultores e os próprios alunos, não é somente a quantidade de cursos que atrai interessados de todas as idades. A qualidade das aulas e dos laboratórios e equipamentos, somada ao alto nível dos professores, colocou a cidade como um pólo regional quando o assunto é formação complementar de quem já tem um diploma.
Londrina atrai recém-formados e profissionais de outras regiões do País, como o jovem mestrando que percorreu mais de três mil quilômetros para estudar especificamente na UEL (veja reportagem nesta página). ''Temos investido fortemente na pós-graduação com o objetivo central de atingir o mercado regional e nacional. Quando surgem novas demandas no mercado, novos cursos são propostos e implementados'', explica a diretora de Pós-Graduação da UEL, doutora Maria Antonia Colabone Celligoi.
Demanda
Outras instituições seguem o mesmo caminho e comprovam o avanço na procura por especializações pelos moradores de outras regiões do Paraná e até mesmo de Estados vizinhos. ''Quase 80% dos alunos que fazem pós aqui são de fora. Temos estudantes de Cascavel, Foz do Iguaçu, Assis e Presidente Prudente (SP)'', disse a professora Damares Tomasin Biazin, responsável pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Unifil, onde são oferecidas anualmente 30 especializações. Deste total, 15 turmas são formadas, em média, todos os anos.
''Isso é normal porque trabalhamos com demanda de mercado. Cursos como Cooperativa e Agronegócio e Controladoria em Finanças demonstram nossa preocupação com as necessidades regionais'', analisa Damares.
Em alta
Nessa mesma linha de raciocínio trabalha o coordenador de Pós-Graduação da Unopar, Paulo Afonso de Oliveira Lima. Apesar de a instituição manter mestrados diversificados (Odontologia, Ciência e Tecnologia do Leite e Ciências da Reabilitação), percebe-se que, neles e nas outras 39 especializações oferecidas, a área da Saúde está em alta.
''Em virtude da prestação de serviço que a cidade oferece como pólo regional, Saúde e Educação são o nosso maior enfoque. Acredito que o aluno também deve observar a região em que vive para definir seu aperfeiçoamento'', afirmou Lima.
Em se tratando de observar - e apostar - em necessidades regionais, nada mais desafiador que ofertar uma especialização em Cinema e Documentário visando o pólo cinematográfico que pode se solidificar em Londrina.
''O Festival de Cinema de Londrina vem formando um público cinéfilo nos últimos anos. A pós-graduação surgiu para dar sequência a esse trabalho sem precisar ir para São Paulo ou Rio de Janeiro'', argumenta o coordenador do curso de Cinema e Documentário da Faculdade Pitágoras, Luciano Pascoal, referindo-se aos projetos desenvolvidos pela Kinoarte, instituição que organiza o festival e também produz curtas premiados (o último foi Haruo Ohara, que recebeu prêmios em cinco categorias mês passado em Gramado).
''Assim como inovamos em trazer diversos cursos de Engenharia para Londrina, a pós em Cinema é uma inovação, uma aposta que vem sendo bem procurada'', disse o diretor geral da Pitágoras, Marcus Rambalducci.

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