Curitiba - A psicóloga e psicanalista Shirlei Rialto Sesarino garante: todos podemos nos tornar cientistas. Ela explica que, de acordo com os estudos psicanalíticos, a predisposição à elaboração de pesquisas e estudos nas mais diversas áreas descarta uma interferência genética.
''Todos têm potencial, somos aparelhados para fazer qualquer coisa'', afirma. Ela ressalta que a formação durante a infância estimula ainda mais a curiosidade e o interesse por respostas. Isso acontece quando a pessoa está segura de seu espaço, principalmente junto à família.
Shirlei acredita que o envolvimento de jovens em projetos científicos não é prejudicial, desde que o adolescente não se sinta violado. ''Não podemos generalizar, mas para alguns este envolvimento também pode ser uma fuga de outra situação que está difícil de tratar'', complementa.
O professor Celso Hartmann, coordenador da Mostra de Soluções para uma Vida Melhor, das Escolas Positivo, acompanhou o desenvolvimento dos projetos de Gabriel, Bruno, Susan e Rhayssam. Um dos argumentos que mais utiliza em sala de aula para envolver os alunos é um cenário nacional. ''O Brasil precisa de pesquisadores e pessoas com novas idéias. Temos muitos problemas e poucas pessoas interessadas em como resolvê-los'', afirma.
Para o professor, um retorno positivo da participação dos alunos em projetos científicos é uma mudança de postura, que às vezes vale muito mais do que uma nota 10 no boletim. ''Eles percebem que podem ter sucesso, serem úteis para a sociedade. Fico apaixonado. Se 10% dos nossos alunos se envolverem, o mundo vai ficar melhor.'' (C.G.B.)

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