O barato pode sair mais caro
A velha máxima o barato sai caro é mais do que aplicável na hora de perfurar um poço artesiano. Orçamentos baixos podem significar qualidade inferior e vida útil menor. Um poço é uma obra de engenharia tanto que precisa ser registrada no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) e precisa ser acompanhada por um geólogo experiente. A recomendação da Suderhsa é que se procure uma empresa idônea e responsável, com um bom profissional como responsável técnico. Isto evitaria muita dor de cabeça e, principalmente o pior, a contaminação da água.
Com o poço feito no meio urbano é preciso um cuidado maior do que na zona rural, explica José Rossi, sócio de uma empresa londrinense especializada em perfuração de poços. Segundo ele, é preciso levar em conta, além da estrutura do prédio, a possível contaminação dos lençóis freáticos superficiais por fossas sépticas.
De acordo com Rossi, a profundidade do poço vai ser determinada pela profundidade da fratura da rocha. Abaixo da rocha sã, todas as águas são de ótima qualidade, assegura. Quanto mais profundo, mais cara a perfuração. Na empresa de Rossi, um poço de até 100 metros sai em torno de R$ 8,5 mil, independente de encontrar ou não água.
Rossi alerta para um cuidado que poucos condomínios tomam, principalmente por falta de orientação da empresa responsável pela obra: a desinfecção e limpeza periódica do poço. Ele é um reservatório natural e, como todos, precisa ser limpo a cada dois anos. Além disso, é preciso fazer uma análise física, química e bacteriológica a cada seis meses para garantir a qualidade da água sempre, justifica.
(T.E)





