O acompanhamento dos médicos facilita recuperação
Na fila de espera pela cirurgia bariátrica há cinco anos, a dona-de-casa Eliana Maziero começou a pensar em modificar seu corpo depois de levar um tombo. ''Foi humilhante, um vexame. Decidi que era hora de me preocupar comigo.'' Aos 39 anos, ela luta contra a obesidade desde os 26.
Participando das reuniões do grupo de psicologia na cirurgia da obesidade do HU, Eliana acredita que a troca de experiências ajuda os pacientes ''a se aceitar e a liberar a mente para se preparar melhor para a operação''.
A preparação para o procedimento cirúrgico, explica a psicóloga Vania Vargas, leva até três anos e envolve acompanhamento de uma equipe formada por endocrinologista, nutricionista e psicólogo. ''O trabalho maior deve ser feito no pós-cirúrgico porque o paciente precisa entender que é a adaptação diária da alimentação que faz perder peso. Ele pode encarar isso tranquilamente ou não e é aí que entra o acompanhamento médico'', enfatiza.
O químico industrial Silas Soares lutou contra a obesidade dos 22 aos 43 anos. Há um ano e três meses fez a cirurgia de redução do estômago no HU e hoje comemora os frutos da mudança no corpo e na mente.
''É uma superação que não tem como mensurar. Antes não conseguia dar a volta no quarteirão. Hoje corro 10 quilômetros e ainda consigo diminuir meu tempo a cada treino'', declara o químico, que ganhou duas medalhas em competições de corrida este ano.
Para ele, o acompanhamento da equipe médica do HU é fundamental para a recuperação do operado. Segundo ele, pacientes que pagaram pela cirurgia não obtiveram resultados tão satisfatórios quanto o dele e até se arrependeram de ter feito a operação. ''Fiquei deslumbrado com a dedicação e o respeito com que fui tratado enquanto estava internado. Se alguém reclamar do HU, estará arrumando uma briga pessoal comigo'', brinca. (M.G.)





