''Nossa intenção aqui é criar um espaço cada vez mais aconchegante e funcional para que as crianças e adolescentes da comunidade possam se sentir acolhidos e importantes para a sociedade''. Esta é afirmação da fundadora da Casa Acolhedora, irmã Delfina Rodrigues dos Santos, ao ser questionada sobre a importância da entidade filantrópica idealizada por ela e fundada em 2007, no Parque Universidade I (Zona Sul de Londrina).
Com um trabalho voluntário, realizado no período da manhã e da tarde, a entidade atende diariamente cerca de 70 crianças, de 6 a 14 anos, com atividades de lazer, cultura e educação.
Mas nem sempre a atividade solidária foi direcionada ao público infantil. Irmã Delfina lembra que tudo começou quando um diácono da Igreja Santo Antônio, localizada no bairro, pediu para que ela desenvolvesse um trabalho de acolhida no parque, com objetivo de integrar os moradores e construir uma verdadeira comunidade.
''Eu e a irmã Maria Sanches visitávamos as casas, levando a palavra e conversando com eles. Com o tempo, todos nos conheciam e já respeitavam o nosso trabalho'', conta. ''Mas nem sempre foi assim, a violência aqui era tão grande, que a escola do bairro estava para fechar. Mas com a integração gradual das famílias, os moradores passaram a respeitar mais uns aos outros.''
Com a colhida na comunidade, irmã Delfina afirma que se sentiu mais segura e tranquila para trabalhar com as crianças e adolescentes. ''Muitas mães trabalhavam o dia todo e não tinham com quem deixar os filhos. Elas mesmas começaram a pedir que cuidássemos das crianças. Assim surgiu a Casa Acolhedora'', afirma.
A educadora Erika Consorte destaca que os projetos da entidade buscam sempre levar as crianças e adolescentes à prática da cidadania. ''São projetos que unem as crianças e adolescentes a sempre fazerem o bem ao próximo. Por meio de atividades simples procuramos estar constantemente embutindo neles conceitos de respeito, amor e educação'', enfatiza Erika, detalhando que as atividades realizadas na entidade no contraturno escolar envolvem aulas de artes, informática, educação física, meio ambiente, inglês básico, dança, trabalhos manuais, jogos pedagógicos, alfabetização inicial e reforço escolar.
Além de atender as crianças e adolescentes, a Casa Acolhedora procura estender o trabalho para toda a famália. A assistente social Joseane Aprecida Dias complementa que quando percebe que a criança está com algum problema busca conversar com os pais ou responsáveis. ''O importante é que eles cooperam com a gente. O respeito das famílias por nosso trabalho é grande e isso ajuda muito'', ressalta.
Atualmente, a entidade conta com o trabalho de cinco funcionários - um auxiliar pedagógico, uma pedagoga, uma assistente social, uma secretária e um auxiliar de limpeza - e busca parceria de empresas para a contratação de mais um funcionário para a realização de serviços gerais na entidade. Recentemente, a entidade ganhou um consultório odontológico e foi montada a primeira brinquedoteca, com cerca de 400 brinquedos.
Serviço - Mais informações sobre a Casa Acolhedora pelo fone (43) 3327-1326 ou na Rua Olympio Theodoro, 305.

O acolhimento que transforma vidas
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