Os sinais apresentados por crianças vítimas de abuso, exploração sexual ou estupro são evidentes. Baixo rendimento escolar, dificuldades na alimentação, muita tristeza, vivência de depressão ou ansiedade e até mesmo certa aversão de figuras masculinas são características que a criança vai revelando e que os responsáveis têm que ficar bastante atentos, pois muitas vezes a violência ocorre de forma "sutil" e até "sedutora" por parte do agressor.
"O abusador é silencioso. Ele manipula as pessoas com favores que vão desde doces até ajuda a toda família. Geralmente, ele tem atitudes de generosidade porque em primeiro lugar ele quer ganhar a confiança da vítima", observa a coordenadora do Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e Juventude (Neddij), a advogada Claudete Carvalho Canezin.
Implantado em 2006, o Neddij tem o objetivo de garantir o atendimento jurídico e psicológico gratuito às crianças e adolescentes e familiares. "A pessoa que foi abusada, violentada ou estuprada sempre terá uma marca. É por isso que reforço a importância de denunciar, porque este é o melhor remédio. A Justiça atua imediatamente nesses casos, priorizando o afastamento da criança em relação ao abusador", comenta.
O núcleo atende tanto as vítimas encaminhadas por outros órgãos especializados quanto pela procura direta. Segundo a coordenação, são atendidas em média cinco denúncias por mês envolvendo crianças. (M.O.)

Serviço:
O Neddij funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, na Rua Brasil, 742. Mais informações pelo fone (43) 3344-0927.

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