Na manhã de ontem, a reportagem da Folha teve acesso à fábrica de baterias Durexcel, acompanhada pelo sócio do vereador, Walmor Arruda. Ele informou que os cinco funcionários encontrados no local estariam limpando e fazendo a manutenção da fábrica.
Arruda informou que os sócios assumiram a empresa em 2002 e apresentou documentos como a licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para funcionamento, além de laudos com resultados positivos de exames médicos realizados a cada seis meses nos funcionários. ''Fazemos um controle rigoroso e nunca tivemos problemas''.
Ele explicou o funcionamento da empresa, desde a queima das sucatas de baterias, num forno rotativo, que transforma o material em barras de chumbo (lingotes), até a passagem dos gases da fusão do chumbo (óxido) por uma tubulação que passa por um compartimento de manga (filtro), onde ficam retidas as partículas de chumbo que retornam para o forno para reiniciar o processo.
Os gases, segundo Arruda, após a filtragem, vão para um lavador onde recebe o tratamento final. ''A água trabalha em circuito fechado''. Um tanque de decantação, conhecido como ETE (Estação de Tratamento de Efluentes) não está terminado no fundo do terreno da empresa. ''Não utilizamos esse tanque porque não abrimos a bateria na fábrica. Nossa licença não nos permite esse procedimento''.
Arruda confirma que a empresa já foi multada pelo IAP, mas que na época, não pertencia aos atuais sócios. ''Estamos aguardando um laudo do IAP de Curitiba orientando sobre como fazer essa remediação''. Segundo Arruda, o problema teria ocorrido num antigo forno, instalado do lado de fora da fábrica. (M.O.)

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