"Nunca tinha visto um motorista ter essa atitude", diz passageira socorrida por condutor de ônibus
Mulher que recebeu a ajuda de motorista que desviou da rota para levá-la até a UPA, mora na Europa e está de passagem por Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Mulher que recebeu a ajuda de motorista que desviou da rota para levá-la até a UPA, mora na Europa e está de passagem por Londrina
Micaela Orikasa - Grupo Folha 

Assim que a FOLHA contou a história do motorista de ônibus da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina), Jilmar da Silva, que mudou o trajeto da linha 501 – Vivi Xavier para ajudar uma passageira que passava mal dentro do coletivo, muitas pessoas ficaram curiosas em saber como foi o desfecho desse episódio.
O motorista e uma senhora que ajudaram a moça até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do jardim do Sol (zona oeste) sequer sabiam o nome dela. Ao ler a matéria publicada pela FOLHA no dia 27, Isabel de Oliveira Accorsi, 31, relembrou tudo o que aconteceu naquele dia (21 de agosto) e fez questão de agradecer a ajuda.
A reportagem conversou com ela nessa manhã de quinta (29) e descobriu que Accorsi mora em Andover, no Reino Unido, e está apenas de passagem por Londrina, visitando a sogra que mora no conjunto Ruy Virmond Carnascialli, na zona norte.
Naquela quarta-feira (21), Accorsi estava voltando para a casa após fazer exames de rotina e teve uma forte queda de pressão. "Minha última refeição tinha sido às 11h e eu estava com pressa para voltar porque meu filho estava com meu pai e ele precisava sair. Já estava me sentindo meio fraca, engoli um pão de queijo e entrei no ônibus que estava lotado", diz.
Minutos depois do coletivo sair do terminal central, Accorsi começou a passar mal. "A vista começou a escurecer e encostei em uma senhora. Disse que não estava me sentindo bem e ela me arrumou um lugar para sentar".
A figura dessa mulher que a confortou durante o trajeto, que chamou a atenção do motorista e que fez massagens para aliviar a rigidez muscular, também ficou gravada na memória da passageira.
"Eu não esperava receber essa ajuda. Os dois foram anjos para mim. Eu nunca tinha visto um motorista ter essa atitude. Ele não hesitou em me ajudar e foi muito educado e atencioso. Eu estava tão mal que não lembrava que era o motorista que tinha me carregado e ao ler a matéria da FOLHA descobri o nome dele. Eu estou bem porque essa senhora e o Jilmar me ajudaram, me deram força. Eu só tenho que agradecê-los", destacou.

Na UPA, a jovem conta que demorou para ser atendida e que foi melhorando gradativamente. Ela não chegou a ser medicada e após passar por triagem, resolveu ir embora. "Eu já me sentia bem. Fui para casa e fiz uma boa refeição, pois sabia que tudo isso tinha acontecido porque eu fiquei horas sem me alimentar direito", disse.


