'Nunca imaginei passar por isto'
Nunca imaginei passar por isto
Eu me sinto péssima com tudo o que aconteceu. Nunca imaginei passar por uma situação destas. Ainda mais com um médico, desabafa M.A.B., 31 anos, auxiliar de odontologia. A vontade que eu tive foi de bater nele, bater até machucar, revolta-se.
M.A.B., uma morena bonita, foi vítima de assédio sexual por parte de um colega de trabalho em um posto de saúde de Londrina. O assédio aconteceu no dia em que ela precisou de uma consulta por causa de dor de garganta. Para ela, o problema começou quando entrou no consultório. Deixei a porta aberta já que era só para examinar a garganta. Ele fechou. Eu abri novamente. Ele disse: Se quisesse te estuprar, te levaria para um motel, recorda. Eu disse que não estava gostando da brincadeira e pedi para ele parar, conta.
O médico, porém, teria prosseguido com comentários maliciosos. Ele segurou minha cabeça com as duas mãos, chegou bem perto e falou: que boca gostosa você tem. A auxiliar lembra que empurrou o médico e tentou sair do consultório. Aí ele me disse que iria receitar uma injeção e que eu podia tomar no posto mesmo.
Com a receita, M.A.B. pediu para uma auxiliar de enfermagem aplicar a injeção. Nós estávamos no banheiro e ele chegou fazendo comentários do tipo pena que perdi.
Quando eu estava saindo, ele passou a mão nas minhas nádegas, recorda M.A.B. Furiosa, diz que seguiu para a cozinha, onde se encontravam outras pessoas. Só que ele foi atrás, dizendo: Gata, vamos para um motel, mas você paga. A auxiliar diz que tornou a pedir ao médico que parasse com os comentários. Ele virou para mim e, no meio de todo mundo, disse: agora fica se fazendo de difícil, mas no meu consultório você estava me cantando. Ele tentou me constranger, indigna-se.
M.A.B. procurou a coordenadora do posto para se queixar e foi convencida a fazer a queixa por escrito. O médico já havia sido denunciado por outras mulheres e acabou exonerado do serviço público. (T.E)





