A Prefeitura de Nova Tebas (95 km ao sul de Campo Mourão) contestou ontem os dados do Relatório Sobre Desenvolvimento Humano 1998, divulgados pela ONU. O relatório colocou a cidade como tendo o segundo pior índice de desenvolvimento humano do Estado, só perdendo para Godoy Moreira. ‘‘Os números não refletem mais a realidade do município’’, afirma o secretário municipal da Saúde, José Moleta. Segundo ele, a ONU usou dados de 1991, apenas dois anos depois de Nova Tebas ter se emancipado de Pitanga.
Moleta contesta, por exemplo, o índice de que o município registra 38,5 mortes para cada mil crianças nascidas vivas. Segundo ele, os indicadores de saúde do programa Protegendo a Vida, do governo do Estado, mostram que em 1995 o índice de mortalidade infantil foi de apenas 4,27 por mil crianças nascidas vidas. ‘‘É um dos menores índices do Paranᒒ, destaca. ‘‘Em 95, tivemos apenas uma morte de criança com menos de um ano’’, completa.
O secretário também ressalta que o município tem 3.806 mulheres em idade fértil e que não houve nenhum óbito materno durante 1995. Ele destaca ainda que a cidade registra 38,03% de partos através de cesariana, índice que fica abaixo do limite de 40% defendido pelos órgãos de saúde. ‘‘Os números mostram que estamos muito bem e que o relatório da ONU não condiz com a verdade’’, frisa. Nova Tebas tem um hospital municipal, sete postos de saúde, três consultórios odontológicos, duas ambulâncias e 30 agentes comunitários.
A secretária da Educação, Anevair Porfírio dos Santos, reforça a tese de que os dados da ONU estão desatualizados. De acordo com ela, o município conta com 20 escolas do ensino fundamental até o segundo grau, além de duas creches e cinco classes especiais. ‘‘Temos 3.510 alunos matriculados e os índices de repetência e evasão escolar só vêm caindo’’, ressalta. Anevair diz que não existe professor do município que não tenha pelo menos o segundo grau completo. ‘‘Isso é raro no Paranᒒ, destaca.
Para mostrar avanços no setor, a secretária mostra o relatório final da Secretaria de Educação com os índices de evasão escolar em 1993 e 1997. Na rede municipal, a evasão caiu de 8,5% em 1993 para 3,2% em 1997. Já na rede estadual, a queda é mais acentuada: os 14,5% de evasão em 1993 caíram para 4,6% no ano passado. ‘‘Isso acontece porque as escolas estão melhores e há ônibus para o transporte diário de 2.093 alunos’’, frisa Anevair. Para ela, os dados da ONU são de um tempo em que o município ainda era ‘‘muito precário’’.

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