Números são do tempo que o município era muito precário
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sexta-feira, 11 de setembro de 1998
Sid Sauer 
A Prefeitura de Nova Tebas (95 km ao sul de Campo Mourão) contestou ontem os dados do Relatório Sobre Desenvolvimento Humano 1998, divulgados pela ONU. O relatório colocou a cidade como tendo o segundo pior índice de desenvolvimento humano do Estado, só perdendo para Godoy Moreira. Os números não refletem mais a realidade do município, afirma o secretário municipal da Saúde, José Moleta. Segundo ele, a ONU usou dados de 1991, apenas dois anos depois de Nova Tebas ter se emancipado de Pitanga.
Moleta contesta, por exemplo, o índice de que o município registra 38,5 mortes para cada mil crianças nascidas vivas. Segundo ele, os indicadores de saúde do programa Protegendo a Vida, do governo do Estado, mostram que em 1995 o índice de mortalidade infantil foi de apenas 4,27 por mil crianças nascidas vidas. É um dos menores índices do Paraná, destaca. Em 95, tivemos apenas uma morte de criança com menos de um ano, completa.
O secretário também ressalta que o município tem 3.806 mulheres em idade fértil e que não houve nenhum óbito materno durante 1995. Ele destaca ainda que a cidade registra 38,03% de partos através de cesariana, índice que fica abaixo do limite de 40% defendido pelos órgãos de saúde. Os números mostram que estamos muito bem e que o relatório da ONU não condiz com a verdade, frisa. Nova Tebas tem um hospital municipal, sete postos de saúde, três consultórios odontológicos, duas ambulâncias e 30 agentes comunitários.
A secretária da Educação, Anevair Porfírio dos Santos, reforça a tese de que os dados da ONU estão desatualizados. De acordo com ela, o município conta com 20 escolas do ensino fundamental até o segundo grau, além de duas creches e cinco classes especiais. Temos 3.510 alunos matriculados e os índices de repetência e evasão escolar só vêm caindo, ressalta. Anevair diz que não existe professor do município que não tenha pelo menos o segundo grau completo. Isso é raro no Paraná, destaca.
Para mostrar avanços no setor, a secretária mostra o relatório final da Secretaria de Educação com os índices de evasão escolar em 1993 e 1997. Na rede municipal, a evasão caiu de 8,5% em 1993 para 3,2% em 1997. Já na rede estadual, a queda é mais acentuada: os 14,5% de evasão em 1993 caíram para 4,6% no ano passado. Isso acontece porque as escolas estão melhores e há ônibus para o transporte diário de 2.093 alunos, frisa Anevair. Para ela, os dados da ONU são de um tempo em que o município ainda era muito precário.


