A delegada Elaine Aparecida Ribeiro, titular da Delegacia da Mulher, acredita que os cinco anos da Lei são positivos, apesar das dificuldades. ''Londrina tem a rede completa, desde a delegacia até a Vara Maria da Penha'', explica.
Os números de atendimento ainda são preliminares, mas já é possível ver que as mulheres estão tendo mais coragem de denunciar. No ano em que a lei entrou em vigor - 2006, foram abertos 318 inquéritos. Em 2007 foram 658, em 2008 subiu para 769 e no ano seguinte atingiu-se 848 inquéritos. Em 2010 fora 766 e neste ano, até 30 de junho, 422 vítimas deram seguimento nas denúncias.
''É muito importante que as mulheres continuem com o processo, muitas vem, fazem o boletim de ocorrência e não voltam mais. Apenas os casos de lesão corporal seguem à revelia da vítima. Mesmo nesses casos enfrentamos dificuldades, porque a vítima não faz o exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal. O laudo de lesão é a prova'', alerta.
A delegada explica que a mulher que chega para dar queixa é informada de todo o procedimento, como a necessidade de processar o agressor para ter acesso à medida protetiva, sujeito a avaliação do juiz. Também é preciso apresentar testemunhas. ''Nem tudo pode ser feito no momento que a vítima deseja, pois precisamos respeitar a lei e os trâmites, o que às vezes gera insatisfação'', ressalta.
Elaine explica que em caso de agressão a vítima deve denunciar para a polícia pelo número 190 e ficar longe do agressor, levando documentos e os filhos, para evitar que sejam usados como chantagem. Posteriormente devem procurar a Delegacia da Mulher ou o plantão na 10 Subdivisão Policial. (E.G.)
Serviço: Delegacia da Mulher - (43) 3322-1633.

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