Londrina tem hoje aproximadamente 12 mil pessoas infectadas com vírus HIV. A estimativa atende aos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera para cada caso notificado outros 20 ainda não descobertos. De 1984 até 1997, segundo dados do Programa Municipal de DST/Aids, foram notificados 532 casos com pessoas de 12 anos de idade ou mais e 22 casos em crianças de menos de 12 anos.
Apesar da grande incidência, no último ano a tendência é de queda em relação a casos novos. A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Cristina Gil, informa que 1997 fechou com 15,1 casos para cada 100 mil habitantes. Em 96, essa relação foi de 21,3 para cada 100 mil. ‘‘É preciso de um tempo para avaliar se essa queda é resultado das campanhas de prevenção realizadas no município ou de outros fatores’’.
A coordenadora informa também que, ao contrário do restante do Estado, onde a contaminação por relações heterossexuais é predominante, em Londrina o maior problema ainda está entre os usuários de droga injetáveis, que atinge 36% das notificações em pacientes com mais de 12 anos.
Em seguida, vem a relação heterossexual, com 23,40%; relação homossexual, com 17,90%; relação bissexual, com 12,20%; causas não desconhecidas, com 7%; transfusão sanguínea, com 2,10%; e os hemofílicos, com 0,60%. Em pacientes menores de 12 anos a situação é a seguinte: 56,50% transmissão da mãe para o filho; 39,10%, causa não definida; 4,30% em heterossexual.
Crescimento Em Ponta Grossa, o crescimento no número de casos Aids não chega a ser alarmante, mas vem preocupando cada vez mais os órgãos e entidades que trabalham no tratamento, orientação e prevenção. No ano passado, o município registrou um índice de 21,9 casos para cada 100 mil habitantes, contra 15,4 constatados em 96. Um aumento de 6,5 casos por cada grupo de 100 mil habitantes em apenas um ano.
De acordo com dados da 3ª Regional de Saúde, num período de 10 anos a Cidade contabilizou 196 casos de Aids. O maior registro de novos casos foi em 97, com a confirmação de 56 soropositivos. Em sete dos 12 municípios atendidos pela Regional existem pessoas com o vírus da Aids. Conforme a Regional, até seis de junho, data do último relatório, a região dos Campos Gerais acumulava 225 casos no período de 1987 até 1998. Desse total, 141 pessoas já morreram.
A coordenadora do Grupo Reviver, Marivalda Zeni, entidade que atua no combate e prevenção, diz que uma das principais causas do crescimento dos casos de Aids, principalmente entre os adolescentes, é a paixão. Segundo ela, o sentimento faz com que o jovem não veja a necessidade de se prevenir. Outro problema está no casamento. A idéia de ‘‘estar bem casado’’ leva muita gente a deixar a prevenção de lado, explica Marivalda.
Dos 225 casos registrados oficialmente pela Regional de Saúde, 175 são homens e 75 mulheres. A incidência maior está nas pessoas com faixa etária entre 13 e 49 anos. São 197 casos: 131 homens e 68 mulheres. Entre crianças de até 13 anos foram detectados sete casos nos últimos cinco anos (quatro meninos e três meninas). Dezenove casos foram confirmados em pessoas maiores de 50 anos (15 homens e 4 mulheres).
Mais mulheres Na região de Campo Mourão, os casos de portadores do HIV do sexo feminino acompanham de perto os do sexo masculino. Desde 1984, a 11ª Regional de Saúde já registrou 56 casos de pessoas infectadas com o vírus da Aids. Desse total, 32 eram homens e 24 mulheres. Entre os casos envolvendo crianças com até 15 anos, as mulheres apresentam o dobro de incidência: são quatro casos do sexo feminino e dois do masculino.
Já entre os contaminados com mais de 50 anos, há um empate: um caso para cada lado. Entre 15 e 50 anos, são 27 homens e 16 mulheres com o HIV. Nos números deste ano, as mulheres lideram. Dos cinco novos casos da doença registrados pela Regional em 98, três são de mulheres, contra apenas dois homens. As mulheres também estão na frente no número de óbitos: das três mortes em 98, duas foram de mulheres e uma de homem.
Nos 14 municípios atendidos pela Regional de Saúde de Cornélio Procópio, existem atualmente 56 doentes de Aids e a maior incidência é sobre usuários de drogas injetáveis.
Maringá As estatísticas da Regional de Saúde de Maringá, que abrange 29 municípios, apontam o registro de 252 casos de 1989 a 13 de junho deste ano. Do total, 189 doentes são homens e 63 mulheres. Entre os maiores de 12 anos (masculino) a incidência da doença é de 22,4% em homossexuais; 18,6% em bissexuais; 27,3% em heterossexuais; 16,9% em usuários de drogas; 1,1% em hemofílicos; 1,6% e, receptor de sangue e 12% indeterminado. Entre as mulheres com mais de 12 anos, a doença faz mais vítimas em heterossexuais (61,7%), seguido de usuárias de drogas (16,7%) e causa não definida (21,7%).
Em Foz do Iguaçu, a Regional de Saúde registra 180 casos confirmados - 121 homens e 59 mulheres.
Em Curitiba, a Secretaria Municipal da Saúde notificou de janeiro de 1990 a 13 de junho último 2.500 casos de Aids - 1.903 são de homens e 597 de mulheres. De janeiro a 13 de junho de 1998, foram registrados 132 casos.
Os números na capital paranaense apontam crescimento assustador. Em 1990 foram apenas 55 casos de homens e apenas 13 de mulheres; em 1996 aconteceram 333 casos em homens e 116 em mulheres; e em 1997, 420 casos em homens e 154 em mulheres. (Colaboraram as sucursais de Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá e os correspondentes de Cornélio Procópio e Campo Mourão)

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