Em pouco mais de dois anos, o preço dos telefones passou de cerca de R$ 2 mil para pouco mais de R$ 13,00, uma queda superior a 99%. E o resultado não poderia ser outro, se não a explosão do crescimento da telefonia. O número de telefones instalados no Paraná cresceu mais do que o número de habitantes nos últimos quatro anos. Em 1996, o Estado tinha 9.003.804 habitantes e 978.387 telefones, uma proporção de 10,86 telefones para cada 100 habitantes. Comparado com dados de hoje, a população cresceu 6,1% e o número de telefones, 224%, considerando só a expansão da telefonia fixa da Telepar Brasil Telecom. Ou seja, 25 em cada 100 paranaenses possuem telefone da Telepar Brasil Telecom.
Alguns municípios do Paraná se destacam pelo alto índice da população que tem um telefone instalado em casa. Em Maringá, por exemplo, 50% da população têm telefone fixo. Em Cascavel, a densidade é de 45%. Na sequência aparecem Curitiba, com 44%, Foz do Iguaçu com 41%, Ponta Grossa com 37%, Pato Branco com 36% e Umuarama, com 35%.
Mas à medida em que os telefones foram ganhando as residências paranaenses, as coordenadorias de defesa do consumidor (Procons) passaram a acumular reclamações. ‘‘Com a queda no preço da linha telefônica o perfil do nosso cliente mudou’’, considera o gerente de Mercado Residencial da Telepar Brasil Telecom, Luis Carlos Valle Ramos. Os telefones agora, segundo ele, chegam até pessoas mais simples, que acabam tendo mais dificuldade na hora de esclarecer dúvidas. ‘‘Muitas pessoas procuram o Procon para resolver problemas que poderiam ser solucionados através dos nossos próprios serviços’’, diz o gerente.
Ramos diz ainda que 80% dos casos de reclamações contra a empresa registradas nos Procons do Paraná no ano passado foram resolvidos sem a necessidade de audiências.
A empresa também criou o Escritório do Cliente Itinerante. O projeto prevê visitas periódicas aos órgãos de defesa do consumidor para ajudar na solução de casos apresentados.
A responsável pelo projeto, Tereza Maria de Araújo Carvalho, conta que telefonia é um assunto complexo e precisa de acompanhamento. ‘‘Nós levamos nossos profissionais a várias localidades para que eles orientem cada atendente do Procon e repassem seus conhecimentos no setor’’, completa Tereza.
Com isso, a Telepar Brasil Telecom espera traçar um perfil dos seus clientes que procuram pelos órgãos de defesa do consumidor e saber suas necessidades. ‘‘Assim poderemos implantar melhorias no atendimento a esses clientes dentro da própria empresa.’’
E o crescimento do número de telefones não deve parar por aí. Até o final deste ano, a Telepar pretende acabar com a lista de espera existente no Estado, que hoje tem 250 mil inscritos, a grande maioria na Região Metropolitana de Curitiba. A partir de janeiro do ano que vem a empresa terá que atender os pedidos de novos clientes num prazo máximo de quatro semanas. ‘‘Em muitos municípios já temos pronto atendimento’’, conta o gerente. É o caso de Cascavel, Toledo e Maringá, onde há sobra de linhas telefônicas.

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