Segundo os dados da Comissão de Procura de Órgãos e Tecidos de Londrina e região, que atua em 98 municípios e tem parceria com 13 centros hospitalares, no ano passado foram realizados 111 transplantes de córnea, 25 de rim e dois de coração.
A coordenadora em Londrina, Ogle Beatriz Bacchi, explica que para potencializar esses números, é preciso que o número de notificações de possíveis doadores aumente. ''Existem duas situações de doação. Uma é quando existe a parada cardio-respiratória, em que é possível doar as córneas, ossos e as válvulas cardíacas e a por morte encefálica, que possibilita a doação de todos os órgãos'', diz.
De acordo com ela, em 2010 foi registrada uma média de oito notificações de doadores potenciais, mas deste total, apenas um culminava em doação. ''Isso se deve aos casos de sorologias positivas, que impedem a doação; por descarte clínico, quando os órgãos estão inviáveis e também por recusa familiar'', explica.
Ao fazer esta análise, ela conclui que é necessário aprimorar o processo de manutenção de órgãos, aumentar as notificações de morte encefálica e haver um maior e melhor esclarecimento da população.
Atualmente em Londrina, nove receptores aguardam um coração, cerca de 100 esperam uma córnea e aproximadamente 500 estão na fila por um novo rim.
Serviço - Mais informações no snt.saude.gov.br

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