Número de mortes no trânsito sobe 11%
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
O trânsito londrinense matou 11% mais de janeiro a outubro deste ano em relação ao mesmo período de 2014. Foram 92 vítimas fatais registradas contra 83 do ano passado, de acordo com o Placar do Trânsito, divulgado ontem pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Em contrapartida, o número de ocorrências e o total de vítimas envolvidas em acidentes apresentaram queda, de 11% e 14%, respectivamente.
O mês que mais registrou vítimas foi outubro, quando 13 pessoas perderam a vida no trânsito. O diretor de Trânsito da CMTU, Hemerson Pacheco, atribui o aumento ao mau comportamento de todos os envolvidos no trânsito. "De todos os acidentes que aconteceram esse mês, dois foram por conta de sinalizações, que vamos considerar que estavam apagadas e a pessoa talvez por conta disso se envolveu. Mas a maioria esmagadora aconteceu por comportamento não defensivo dos condutores. Para que haja uma mudança radical em nossa cidade temos que mudar o comportamento", cobrou.
Pacheco admite que o trabalho executado pela CMTU ainda precisa se organizar e melhorar, mas ressalta que a participação de mais órgãos e da população é fundamental para este processo. "Entendemos que precisamos melhorar, precisamos de equipamentos, de mais gente, e isso é um começo diante de muitos outros passos que precisamos dar. É um conjunto de ações, não é simplesmente os agentes irem às ruas e multar. A multa pela multa não surte o efeito que queremos", analisou Pacheco.
"Passa pela Polícia Militar e Guarda Municipal caminharem conosco. Se houver união como um todo, entender que somos sociedade, e unidos podemos mudar a história da nossa cidade, acredito em mudança, caso contrário vamos ficar analisando os placares e procurando alguém para responsabilizar", complementou. Em breve, 20 novos agentes de trânsito estarão atuando nas ruas da cidade. Eles já foram convocados e o curso está previsto para iniciar no próximo dia 23.
De acordo com o levantamento, 34 das 92 mortes foram por atropelamento, sendo que 55% das pessoas que perderam a vida tinham mais de 60 anos.
Entre as vias com maior número de óbitos registrados, a Avenida Brasília lidera com 11 mortes. A avenida Dez de Dezembro, com 9, é a segunda no ranking. Saul Elkind e PR-445 (perímetro urbano), com cinco cada, também estão entre as mais perigosas.
A CMTU informou ainda que realizou 60.439 autuações, sendo 43.082 por meio dos chamados talões eletrônicos (palmtops) e 17.357 através dos radares móveis. A média é de mais de 200 multas diárias. A irregularidade mais comum ainda é a falta do uso de cinto de segurança, com 10.026 multas. Dirigir falando ao celular, com 7.091 autuações, e estacionamento irregular, com 5.930, completam o "pódio" das multas.


