O número de homicídios ocorrido este ano em Foz do Iguaçu já ultrapassou os assassinatos registrados nos dois últimos anos e já se aproxima dos índices de 1998, período em que a cidade registrou 194 vítimas.
A morte do desempregado Robson Dias da Silva, de apenas 19 anos, foi o caso de número 183 (registrado desde janeiro). Ele foi morto anteontem com vários tiros na cabeça e nas costas. O corpo de Silva foi encontrado em um terreno da Vila C, bairro que fica na região norte de Foz. O penúltimo homicídio foi ocorreu em plena luz do dia durante o último sábado. Claudecir Rockembacher, 27 anos, havia parado diante de uma loja na região central, quando foi abordado por dois homens que usavam uma moto. Rockembacher foi fuzilado com 13 tiros.
Em comparação aos primeiros oito meses do ano passado, o índice subiu 56%. O atual saldo de assassinatos ultrapassou os índices do ano passado (178 casos) e também de 1999, quando o Instituto Médico Legal computou 157 vítimas. O pior ano continua sendo 1997, época em que 206 pessoas foram mortas por armas de fogo, facadas e também espancamento. Naquele período, Foz foi considerada mais violenta que capitais como o Rio de Janeiro, registrando 8,8 homicídios para cada 10 mil habitantes, contra a média de 6,8 da cidade carioca.
O delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial de Foz, Luiz Gilmar da Silva, disse que os índices são preocupantes, mas ressaltou que 80% das vítimas seriam pessoas com antecedentes criminais por roubo, furto, tráfico de drogas ou homicídio. ''É difícil coibir assassinatos envolvendo acertos de conta'', disse o coordenador Municipal de Assuntos da Segurança Pública, Honório Olavo Bortolini, concordando com o delegado e citando envolvimento de ''grupos do crime organizado e máfias que transitam na fronteira''.
Para tentar reduzir a violência na cidade, uma operação que atua 24 horas foi criada em março deste ano para agir nos bairros mais perigosos, favelas e também na Ponte da Amizade. A chamada ''Força-Tarefa'' integra 890 homens de todas as forças policiais da cidade, incluindo apoio logístico do Exército e helicópteros da Polícia Rodoviária Federal.

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