Londrina - Segundo o coordenador da UPS do Jardim União da Vitória, aspirante Raphael Alves Stapassoli, o número de mortes violentas na região caiu depois da implantação da base. "Em 2012, tivemos sete mortes. Em 2013, duas, e no ano seguinte nenhum registro", comenta ele, ao assinalar que, ao contrário do que ocorria anteriormente, os assassinatos mais recentes têm menos ligação com o tráfico de drogas e mais envolvimento com questões passionais.
Conforme Stapassoli, houve aumento no registro de crimes como furtos, mas isso, analisa, demonstra que a população está mais confiante em acionar a polícia e não representa necessariamente um crescimento na criminalidade. "Os moradores se sentem mais à vontade para vir falar conosco. Isso faz com que o número de denúncias aumente", pontua.
Hoje, a maioria das demandas da UPS, segundo o aspirante, envolve casos de violência doméstica, furtos e vias de fato. Somente no ano passado, 5,5 mil abordagens foram feitas pela equipe, 3,7 mil veículos foram apreendidos e 105 estabelecimentos passaram por fiscalização. Foram feitas também 420 visitas comunitárias, além de ações integradas de cidadania, entre elas, blitze educativas de trânsito e feiras com emissão de carteira de trabalho e de identidade.
Quando a unidade começou os trabalhos, em 2012, contava com 37 policiais e três viaturas exclusivas. Neste ano, a coordenação preferiu não informar quantos militares integram o efetivo atual por questões estratégicas.
Além do União da Vitória, a área de abrangência da UPS inclui o Conjunto Jamile Dequech e o Jardim Nova Esperança. (A.L.)

mockup