Bandeirantes tem 35 mil habitantes e duas universidades, totalizando cerca de 5 mil universitários. Muitos deles afirmam que não se sentem seguros no município. ''Por ser uma cidade universitária, deveria haver mais policiamento'', reclama a mãe de uma estudante. Para reivindicar mais segurança, a comunidade realizará uma passeata na segunda-feira, às 13 horas.
Na tarde de ontem dezenas de universitários estiveram reunidos em frente à Delegacia da Polícia Civil, preocupados com a possibilidade de o suspeito ser liberado. Eles foram recebidos pelo investigador Sidney Teodoro de Oliveira.
''Ele será mantido preso e só será liberado por ordem judicial. As estudantes não precisam se preocupar'', garantiu. O delegado passou o dia em busca de outras testemunhas para o caso.
A universitária Tais Cristina Jóia, 21 anos, que sempre viveu em Bandeirantes, sente que de dois anos para cá o clima de insegurança tem aumentado. ''Assaltaram uma prima minha às 6h30, na rua. Quando chamou a polícia falaram que tinha viatura mas que não tinha policial'', reclamou. A colega de sala da garota violentada, Amabile Laverde, 18 anos, lembrou que a república de uma amiga foi invadida três vezes numa só semana. ''O cara entrou e ficou espiando as meninas dormindo pela janela. Outra vez roubou um monte de objetos e fugiu sem que ninguém o visse.''
De acordo com informações da Polícia Civil, desde o começo do ano foram registrados seis homicídios, mas o número de furtos é que assusta a população: cerca de cinco por semana. ''Temos 51 presos aqui na delegacia e a grande maioria é por furto. Os ladrões aproveitam os finais de semana, quando os estudantes vão embora ou quando as casas estão aparentemente vazias'', comentou o investigador. Segundo ele cerca de 70% dos casos são solucionados. A reportagem procurou a Polícia Militar mas o responsável pelo comando estava em diligências.
No final da tarde de ontem a jovem violentada passou por exames e o acusado também teria material (sangue) recolhido por peritos do Instituto Médico Legal (IML) para exames que poderão comprovar a violência. Ainda segundo a polícia, a vítima reconheceu a voz e as vestimentas do acusado.

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