A expansão industrial, que trouxe para o Estado R$ 25 bilhões em investimentos privados, também fortaleceu cadeias produtivas dos setores comercial e de serviços
A política de atração de grandes investimentos industriais adotada pelo Governo do Estado nestes últimos cinco anos, viabilizou novos empreendimentos também nos setores comercial e de serviços de menor porte. Das 165.160 empresas que funcionam hoje no Paraná, 86.269 foram criadas entre 1995 e 1999 - crescimento de 52,23%.
Só neste ano (até junho), foram registradas na Junta Comercial do Estado do Paraná (Jucepar) 18.840 novos estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços. Como resultado, empregos. De acordo com o Dieese, a taxa de emprego formal no Paraná apurou crescimento consecutivo durante os primeiros cinco meses deste ano; só em maio, por exemplo, esta taxa cresceu 1,14% com a criação de 15 mil postos de trabalho.
Segundo pesquisa realizada pelo Ipardes/IBGE, a Região Metropolitana de Curitiba apresenta o segundo menor índice de desemprego das regiões metropolitanas brasileiras, e a cidade também é apontada como tendo a maior taxa de atividade – indicador que aponta o número de pessoas voltadas para o mercado de trabalho e que ajuda a medir o nível de desenvolvimento regional.
A expansão das empresas veio à reboque do plano de ação criado pelo Governo do Estado, através da Secretaria da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico para fomentar a construção ou expansão das unidades industriais no Paraná. ‘‘Foi um trabalho induzido, que teve como primeiro objetivo trazer para o Estado uma grande indústria para, depois, poder receber seus fornecedores e outras indústrias complementares’’, diz Clemente Simeão, coordenador do setor de fomento da Secretaria.
Nesses cinco anos, o governo estadual assinou 191 protocolos de intenções com empresas de diversos setores que se beneficiaram dos incentivos do programa Paraná Mais Empregos, uma das ferramentas responsáveis pela atração de grande parte dos R$ 25 bilhões em novos investimentos privados que chegaram ao Estado nesse período, e também pela geração de 127 mil 450 empregos diretos e mais de 500 mil indiretos. Além das empresas que receberam incentivos fiscais para sua instalação, pelo menos outros 600 empreendimentos de grande repercussão econômica foram realizados desde 1995.
O novo ciclo de industrialização, trouxe também o fortalecimento em todas as regiões do Estado, marcando a consolidação da transformação do perfil econômico do Paraná – na Região Metropolitana de Curitiba está instalado o segundo e mais moderno pólo automotivo brasileiro (4 montadoras de automóveis, quatro fábricas de motores e 48 fornecedores de autopeças que, juntas, investiram R$ 4,89 bilhões e estão gerando 16 mil empregos diretos e outros 75 mil indiretos); nas regiões Sul e Centro-Sul, destacam-se a indústria da madeira; no Sudoeste a agroindústria disputa espaço com um pólo eletroeletrônico formado por 30 empresas de alta tecnologia que se instalaram na região nos últimos três anos; e no Norte, fábricas de embalagens e de móveis movimentam a economia, enquanto no Noroeste a agroindustrialização continua firme.

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