Número de doadores cai no inverno
Tradicionalmente, os meses de junho e julho são de pouca coleta nos bancos de sangue públicos e privados. Este ano, porém, a situação está ainda mais grave. ''O tempo seco tem favorecido as viroses, que somadas à Copa do mundo, férias nas universidades e o frio, tem gerado um índice de coleta atípico'', alerta o médico Jorge Tadeu de Assis, do Instituto de Hematologia de Londrina (IHL). Na semana passada, o problema se agravou com a greve no sistema de transporte coletivo.
Segundo Assis, ao contrário de anos anteriores este inverno também registrou um aumento no número de transfusões, consequência do grande volume de cirurgias de emergência, como por exemplo as cardíacas. ''Chegamos a ter oito pacientes de uma vez aguardando para ser operados, por falta de estoque de sangue.'' O médico lembra que no Brasil apenas 1% da população doa sangue, o que é insuficiente. ''Nos países de primeiro mundo esta porcentagem fica em 5%. Se conseguíssemos que 2% dos brasileiros doassem sangue, não teríamos problemas de estoque.''
A queda nas doações também está atingindo o Hemocentro Regional. ''Nossa média é de 40 doadores por dia, quando o ideal seria pelo menos 60. Neste inverno, porém, há dias em que recebemos apenas cinco doadores'', afirma a assistente social do Hemocentro Regional, Eliana Aparecida Palú Rodrigues. Ela explica que problemas de saúde como gripes e resfriados não chegam a ser empecilhos para a doação. ''A preocupação é garantir a proteção do doador, que pode correr o risco de ter sua resistência diminuída.'' (S. L.)





