Emerson Dias
De Foz do Iguaçu
Especial para Folha
O Hemonúcleo de Foz do Iguaçu estava, na semana passada, com cerca de 100 bolsas no estoque de sangue, número que representa uma quantidade 30% menor que em outros meses. Os refrigeradores continham 62 bolsas de sangue tipo ‘‘O’’ e 41 do tipo ‘‘A’’, grupos sanguíneos mais comuns entre a população. Normalmente o estoque possui em média 80 bolsas tipo ‘‘O’’ e 60 tipo ‘‘A’’.
A média de doadores da cidade é de 600 por mês. Nos 10 primeiros dias de janeiro foram coletadas 149 bolsas. Em outros meses, esse índice chega à 205 coletas durante o mesmo período.
Segundo a responsável pelo Hemonúcleo, doutora Alessandra Giordani Ritt, para suprir os hospitais de Foz durante o período de férias, é necessário buscar sangue de outras cidades. ‘‘No último final de semana vieram 20 bolsas de Cascavel’’, disse Alessandra.
A doutora lembrou que o estoque de plasma normalmente permanece estável nos hemocentros durante essa época do ano, pois duram cerca de 12 meses. Já o concentrado de hemácias, o sangue propriamente dito, pode ser guardado somente por 35 dias.
Para ela, a queda nos estoques está ligada às férias das faculdades e escolas noturnas, e também dos funcionários de grandes empresas, como por exemplo a Itaipu Binacional. Até mesmo as baixas durante o final de ano no Exército, corporação de onde saem muitas doações, influenciam os índices. ‘‘Muitos jovens, que começam a servir as Forças Armadas agora no início do ano, ainda não completaram os 18 anos, ficando proibidos de doar sangue’’, explica Alessandra.