Número de casos triplica em sete dias
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quinta-feira, 26 de março de 1998
Mônica Kaseker 
Arquivo FolhaFumacêBorrifação de inseticida já começou em Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Jacarezinho e CuritibaEm sete dias o número de casos de dengue registrados no Paraná quase triplicou, passando de 16 para 42 ocorrências. Apesar de ainda ser um número baixo em relação a outros Estados, os registros superaram as expectativas da Secretaria Estadual da Saúde, que durante todo o ano passado contabilizou apenas dez casos de dengue. Outro fator preocupante é o número de casos autóctones, ou seja, contraídos dentro do território paranaense, que correspondem a mais da metade do total.
A situação mais grave continua sendo a de Foz do Iguaçu, onde foram registrados 26 casos autóctones até agora. Também apareceu um caso de contaminação em Maringá, região que já teve epidemia da dengue em 1996. Os casos autóctones indicam a presença do vírus e do mosquito transmissor Aedes aegypti, que devem ser combatidos com inseticida, além de mutirões de limpeza e educação ambiental, borrifação de inseticida. A Fundação Nacional de Saúde garante que, diferente da situação do Rio de Janeiro, no Paraná não faltará inseticida para o trabalho das caminhonetes fumacês.
A borrifação já começou nos distritos sanitários de Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Jacarezinho e Curitiba. Segundo o responsável pela Vigilância Epidemiológica da Dengue da Secretaria Estadual da Saúde, Sílvio Alexandre Brandt, a maior preocupação é com a região de Foz, por estar na fronteira e ser um lugar de grande circulação de pessoas.
Os mutirões de limpeza e educação têm sido as prioridades do trabalho conjunto da secretaria com o município e a Fundação Nacional de Saúde. A partir da informação e conscintização é possível diminuir a proliferação do mosquito, que procria na água parada.
Em Curitiba já foram registrados quatro casos e em Londrina, dois. Há supeita de outros casos autóctones, mas a informação ainda não foi confirmada. Também houve casos de dengue nos municípios de Irati, Teixeira Soares, Guarapuava, Santa terezinha de Itaipu, Cascavel, Nova Cantu, Cianorte, Arapongas e Santo Antonio da Platina. O Paraná teve epidemias de dengue em 1995, quando foram registrados 1.861 casos, e em 1996, quando o número saltou para 3.195.
Os principais sintomas da dengue são febre alta, dores nas articulações, manchas vermelhas no corpo, dor de cabeça e nos olhos. A dengue hemorrágica ocorre quando uma pessoa fica doente pela segunda vez, contaminada por um tipo de vírus diferente. Neste caso, os sintomas evoluem para queda de pressão e hemorragia, podendo levar à morte. A Secretaria da Saúde está organizando em conjunto com a Fundação Nacional de Saúde um treinamento para técnicos de 250 municípios, visando à prevenção e o diagnóstico precoce da doença.


