O Paraná registra 400 casos de leishmaniose em 2009, segundo o médico Alceu Bisetto Júnior, número dentro da média histórica do Estado, que varia entre 500 e mil ocorrências anualmente. No Brasil, a média é de 22 mil casos de leishmaniose por ano. ''Pior surto do Estado aconteceu em 1994, quando foram registrados 1,2 mil casos'', lembra o médico. Os números não são considerados alarmantes, mas preocupam os profissionais da saúde.
Ele citou o Vale do Ribeira, o Vale do Rio Ivaí e o Sudoeste como as principais regiões de contaminação no Estado. No Vale do Ribeira, a contaminação se dá em famílias que vivem muito próximo ou até mesmo dentro da zona de Mata Atlântica e convivem dia a dia com animais silvestres.
Já no Vale do Ivaí, com destaque para a região de Cianorte, a transmissão está ligada à pesca, seja profissional ou de fim de semana, nas chácaras. Segundo o médico, no Sudoeste a contaminação ainda é confusa e não foi definida pela Saúde, mas acontece principalmente em Foz do Iguaçu e nas cidades próximas ao lago de Itaipu.
Londrina
Segundo o diretor de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Londrina, João Martins, este ano foram confirmados 19 casos da doença, sendo seis na zona rural. O restante está dividido entre bairros como o Jardim Piza, Ouro Branco, Leonor e Lindóia.
A área de concentração do mosquito vetor, de acordo com Martins, é o Parque Arthur Thomas (Zona Sul), e pode ser que mesmo nos casos registrados em outras áreas da cidade as vítimas tenham visitado o parque no horário de maior risco, que é o final da tarde.
A diretora de Epidemiologia e Informações em Saúde da Secretaria de Saúde, Sandra Regina Caldeira Melo, esclareceu que os casos da doença registrados em Londrina são do tipo tegumentar (cutânea).
Segundo ela, este ano a situação está tranquila, se comparada a anos anteriores: em 2003 foram registrados 62 casos de leishmaniose no município; em 2004 o número de casos caiu para 28 e nos anos seguintes não houve alterações significativas. Em 2008 foram diagnisticados 37 casos. (M.G./Colaborou Silvana Leão)

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