Os casos de dengue em Foz do Iguaçu já chegam a 203 confirmados e 756 de suspeitas da doença. O surto que atinge a cidade aumentou mais de 20 vezes em menos de um mês. Em todo o Estado estão confirmados 229 casos da doença, mas nenhum de dengue hemorrágica, que pode levar a morte.
No início do mês passado, o município registrava apenas nove casos de dengue. Para evitar uma epidemia, a Secretaria Municipal de Saúde, Fundação Nacional de Saúde e outros órgãos iniciaram mutirões de limpeza em toda a cidade. Mesmo assim, os casos continuam aumetando toda a semana. De quinta-feira até ontem, 65 novos casos foram registrados. Diariamente, 40 pessoas com suspeitas da doença são atendidas no Setor de Epidemiologia.
Segundo informações da Fundação Nacional de Saúde (FNS), os focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, já foram erradicados nos bairros Vila Yolanda, Jardim América, Parque Presidente e em algumas partes do centro.
Ontem, escolas municipais também passaram a auxiliar na prevenção da doença. Palestras, peças teatrais e distribuição de panfletos estão sendo realizadas pelos estudantes.
De acordo com o supervisor de campo da Fundação Nacional de Saúde (FNS), Mário Pillecco, a situação em Foz é preocupante. ‘‘Pode ser o início de uma epidemia. Existe a possibilidade de o número de casos ser ainda maior. Acreditamos que até o mês que vem os casos da doença devem aumentar nesse mesmo ritmo’’, afirmou.
Segundo Pillecco, as chuvas dos últimos também prejudicam a limpeza das casas e quintais e também a aplicação de inseticidas. ‘‘As chuvas nos preocupam muito porque com elas aumentam a possibilidade de novos focos. A chuva atrapalha o controle da doença’’, disse.
O mosquito da dengue se prolifera em locais como vasos, latas, garrafas e pneus. Mesmo quem mora em apartamento deve tomar cuidado com vasos de flores e plantas para que não acumulem água.

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