Londrina – O número de casos confirmados de dengue em Londrina este ano subiu para 1,5 mil, de acordo com balanço divulgado ontem pela Secretaria Municipal de Saúde. Desse total, 1.457 são autóctones e 43 importados. Outros 3.398 casos ainda estão sob investigação.
Em Londrina, de janeiro a 15 de maio de 2014, foram registrados 741 casos positivos. O aumento de um ano para outro foi, portanto, de 102%.
Ontem, os moradores do Parque Guanabara e Jardim Santa Rosa (zona sul) amanheceram com o som do nebulizador espalhando veneno contra o mosquito da dengue. Segundo a coordenadora de Endemias da Secretaria de Saúde, Diana Martins, a ação, que não é muito comum, foi feita para realizar um bloqueio onde foi registrado um caso de suspeita de dengue. Nesse caso, a intenção é tentar matar os mosquitos alados.
"Mas não se pode falar que em determinado bairro a situação está pior que a de outro. Todos os dias esse quadro muda e hoje todos os bairros são atingidos", relatou Diana.
O 2º Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 13 e 17 de abril, apontou um índice de 4,8% de infestação da dengue no município e mostrou que os locais que mais têm focos do mosquito continuam sendo os quintais das casas.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que o índice de infestação não pode ser superior a 1%. O próximo levantamento será realizado apenas em agosto.
A diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Léia Pereira, ressalta que em Londrina ainda não foi t nenhuma morte por dengue, mas que ainda existem quatro casos sendo investigados na cidade. "A demora para a confirmação de mortes por dengue está acontecendo devido ao aumento do número de casos em todo o Brasil", justificou. Ela revela que, além do resultado dos exames, eles devem ser confrontados com os prontuários médicos dos hospitais. "Assim como o portador do vírus HIV que morre atropelado não morre de aids, a pessoa infectada por dengue pode morrer por outras comorbidades. Embora os exames possam acusar que a pessoa possui a dengue, essa informação é somada à do prontuário para saber se ela morreu por outro motivo", explicou.
Neste período em que as temperaturas estão em queda, Léia pediu a colaboração da população para cuidar mais das residências para que não sejam registrados casos quando a temperatura voltar a subir. "Os ovos podem durar mais de um ano sem eclodir", alertou.
Diana Martins ressaltou que o mosquito vem registrando mudanças de comportamento. "Antigamente não havia registro de focos no período de inverno, mas agora, mesmo no frio, os mosquitos continuam se multiplicando", relatou.
Se for considerado o período compreendido entre agosto do ano passado e 19 de maio deste ano, o Estado registrou 19.122 casos de dengue confirmados, dos quais 17.918 autóctones e 1.204 importados. Em todo o Paraná foram registradas 14 mortes em função da doença, uma delas em Ibiporã.

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