O aumento da frota de veículos e os problemas do sistema viário da cidade estão dificultando cada vez mais a ação dos veículos de emergência em Curitiba. Os frequentes congestionamentos, verificados principalmente nos horários do ‘‘rush’’, causam problemas de deslocamento e acabam atrasando o atendimento por parte do Corpo de Bombeiros, Siate, hospitais e polícias Civil e Militar.
Um exemplo concreto é a situação vivida pelos bombeiros, que hoje levam em média oito minutos para atender uma chamada, quando o ideal seria no máximo cinco minutos. Esses oito minutos se devem principalmente aos problemas enfrentados pelas viaturas no trânsito, muitas vezes congestionado, que impedem a chegada ao local da ocorrência com maior rapidez. O tempo de cinco minutos é um padrão adotado e definido por mecanismos internacionais.
O tenente Gerson Gross, do Corpo de Bombeiros, disse que os problemas com o trânsito vêm crescendo, agravados ainda mais com o aumento significativo da frota de veículos nos últimos cinco anos. De acordo com Gross, as dificuldades são verificadas em todas as grandes cidades, atingindo praticamente todos os veículos de emergência.
Conforme números do Batalhão de Trânsito de Curitiba (BPTran), nos três primeiros meses deste ano, Curitiba tinha uma frota registrada de 661.257 veículos. No ano passado o número de carros da capital era de 655.386. Atualmente, de acordo com estatística do BPTran, a proporção em Curitiba é de 2,21 habitantes para cada veículo em circulação, uma das maiores médias do País.
Os horários mais críticos, principalmente no anel central da cidade, são verificados entre às 11 e 13 horas, e a partir das 17 horas. O que dificulta ainda mais o trabalho específico dos bombeiros e do Siate, é que o maior número de ocorrências também são registradas nesse período. O tenente Gross explica que parte das chamadas aumenta justamente por causa do grande número de veículos no trânsito, com o crescimento dos acidentes.
Na avaliação do tenente, a conscientização dos motoristas é um fator importante para se tentar amenizar a situação. Além de ter que obedecer as sinalizações do trânsito, procurando evitar acidentes, os veículos de emergência precisam contar com a colaboração dos demais motoristas, que precisam priorizar a passagem de uma ambulância, por exemplo, disse o tenente.
Uma das alternativas, no caso dos bombeiros, é a utilização das canaletas mantidas para o transporte coletivo. A descentralização do Corpo de Bombeiros, com a instalação de novos postos de atendimento, também pode ajudar a solucionar o problema. Hoje existem seis pontos de atendimento na capital, quando o ideal seriam 14.

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