Número de
atendimentos já
estava reduzido
O secretário de Saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian, também lamentou a decisão do Hospital Evangélico de suspender, a partir do final do ano, o atendimento do pronto-socorro. Ele disse, no entanto, ‘‘entender’’ as razões que levaram a instituição a tomar a decisão. ‘‘Sob o aspecto jurídico é um direito’’, disse o secretário. ‘‘Porque se eles estão trabalhando no vermelho, fica mesmo difícil.’’
Agajan acrescentou que hoje nenhum hospital, seja ele público, privado ou filantrópico, mantém-se somente com recursos do SUS. ‘‘É impossível. Aqui em Londrina, por exemplo, a Maternidade Municipal tem um déficit em torno de R$ 300 mil por mês. Gasta R$ 400 mil e o Estado repassa só R$ 100 mil. Não fosse a prefeitura bancar, a maternidade estaria inviabilizada’’, destacou. ‘‘Por isso, o governo federal vai ter que repensar, e repensar rapidamente, a política de saúde. Porque senão o sistema entra em colapso rapidamente.’’
O secretário disse ainda que o fim do pronto-socorro no Evangélico pode, de fato, provocar um impacto negativo no atendimento em Londrina. Mas não acredita que o problema será tão grave. Ele explica que, pelo número de atendimentos, o Hospital Evangélico encontra-se hoje na sétima posição no serviço de urgência e emergência, atrás do Pronto Atendimento Infantil (PAI), Posto José Belinati, Posto de Saúde do Jardim Leonor, HU, Santa Casa e Hospital da Zona Norte.
‘‘Pela média dos últimos meses, o Evangélico já vinha diminuindo a prestação de serviços para o SUS. Claro que a média de 100 pacientes por dia terá que ser redistribuída, de forma natural, entre todos os serviços. E, se todos já vinham trabalhando sob pressão, o impacto vai aumentar um pouco. Não só para Londrina como para toda região. É uma porta que está se fechando dentro do SUS’’, declarou. (L.H.)

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