Número de assaltos cresceu 100% no período de um ano
Os assaltos a bancos na Região Metropolitana de Curitiba cresceram mais de 100% de 1996 para 1997 e seguem o mesmo caminho neste ano. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Pedro Eugênio, a média de assaltos em 1996 foi de quatro bancos por mês. Em 1997, subiu para nove bancos. Somente nos três primeiros meses deste ano já foram assaltados 40 agências bancárias, o que dá média de 13,33 por mês.
Levantamento feito pelo sindicato, com base nos roubos ocorridos em 1997, revela que acontecem mais assaltos nos meses de julho, setembro, outubro e novembro. O estudo mostra também que os dias preferidos dos assaltantes são as quartas, quintas e sextas-feiras, independentemente do horário. Os assaltos ocorrem, principalmente, na regiões sob policiamento do 12ºBatalhão de Polícia Militar, seguidos da regiões do Batalhão da Polícia Montada, do 17º BPM e do 13º BPM.
A assessoria do secretário de Segurança do Paraná, Rubens Abrahão Tanure, diz que o combate aos assaltos depende de policiamento e das investigações do Grupo Especial de Repressão a Roubo a Banco e Transporte de Valores (Gerab). Tanure alegou estar de mãos amarradas com relação aos bancos, como o Bradesco, que não querem instalar portas giratórias por causa da posição do Judiciário do Paraná, que deu parecer favorável aos bancos.
Pedro Eugênio faz questão de frisar que nenhum roubo ocorreu em agências que tinham porta de segurança. O sindicalista garante que os assaltos seriam menores se todos os bancos seguissem os exemplos do Banco do Brasil, que instalou portas giratórias em todas as agências, da Caixa Econômica Federal, que colocou em 80%, e do Banestado, que têm 60% das agências com o equipamento. Eugênio disse que um acordo com o Banestado deve elevar para 90% as agências com portas giratórias até o final de julho. (J.A.)





