Apesar de as polícias Civil e Militar terem intensificado o patrulhamento, as três empresas de transportes coletivos de Londrina já somam de 1º de janeiro, até a tarde de ontem, 45 assaltos à mão armada – uma média de 6,4 roubos por dia. A campeã de assaltos é a Transporte Coletivos Grande Londrina (TCGL), alvo da ação de marginais 37 vezes. A TIL contabilizou seis roubos e a Francovig, dois. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina, João Batista, considera os números ‘‘assustadores’’ e acha que os assaltos podem estar fora de controle.
Segundo João Batista, se a frequência de assaltos continuar assim, o número pode superar os roubos registrados o ano passado. Em 2001 aconteceram 468 assaltos, o que dá uma média de 1,2 por dia. A preocupação, salientou Batista, é com os imprevistos que podem ocorrer durante a ação dos ladrões. Em um assalto registrado na noite de sábado, na linha 416 – Farid Libos (zona norte), o cobrador segurou a lâmina da faca empunhada pelo ladrão e o motorista conseguiu bater na mão dele com uma marreta. O assaltante acabou fugindo. ‘‘Esse tipo de incidente pode resultar em morte’’, alerta.
Em um assalto ocorrido no domingo à tarde na Avenida Guilherme de Almeida, no Parque Ouro Branco (zona sul), após o cobrador entregar R$ 51,00, o assaltante efetuou, ao sair do ônibus, um disparo com o revólver calibre 38.
O sindicato dos Rodoviários divulgou ontem, entre os funcionários das empresas, um boletim incentivando os motoristas e cobradores a identificar os assaltantes. Batista afirmou que em reunião com o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Rubens Guimarães, foi constatado que os funcionários temem reconhecer os praticantes dos delitos. A polícia, para enquadrar judicialmente os marginais, continuou Batista, necessita de provas materiais e testemunhais. Batista acredita que com a ação conjunta das empresas, polícia e sindicato, em 60 dias o índice de roubos pode diminuir.
O presidente da Câmara dos Vereadores de Londrina, Tercílio Turini (PSDB), também acha que a situação dos assaltos a coletivos fugiu do controle. ‘‘Está insuportável’’, resumiu. Ele afirmou que a sociedade está esperando ‘‘ações concretas’’ das autoridades responsáveis pelo setor de segurança pública.
Para o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Ivo de Bassi, o caso é ‘‘preocupante’’. Ele enfatizou a presença de policiais à paisana circulando dentro dos ônibus para coibir o crime. O chefe da delegacia de Furtos e Roubos, Francisco de Assis, afirmou que os roubos não são cometidos por quadrilhas e que os assaltantes agem isoladamente. Ele disse que desde o dia 1º deste mês policiais civis estão fazendo abordagens nos ônibus e pontos de embarque.

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