Número de assaltos a ônibus cai no primeiro dia de ação ostensiva
Número de assaltos a ônibus cai
no primeiro dia de ação ostensiva
Média de 13 assaltos
diários passou
para três, segundo
a Polícia Militar
Policiamento da
Capital colocou
150 alunos da
PM nas ruas
Israel Reinstein
O Comando de Policiamento da Capital (CPC) colocou na rua ontem 150 alunos da escola de formação de oficiais do Quartel do Guatupê. Além disso, determinou a realização de blitze e mini-arrastões em pontos com maior circulação da cidade, para tornar o policiamento em Curitiba mais ostensivo.
Da mesma forma, a Diretoria da Polícia Civil informou que não houve grandes roubos e assaltos na cidade. A intenção é mostrar para o cidadão - e também para o marginal - que estamos presente na cidade, informa o comandante do CPC, coronel Reinaldo Machado.
O resultado direto dessa ação foi a diminuição do número de assaltos a ônibus, 24 horas depois do protesto dos cobradores e motoristas pela morte do cobrador Bernardino Alves de Melo. A média diária de 13 assaltos caiu para três, da manhã de quarta-feira ao fim da tarde de ontem. Nenhum deles grave, sendo dois na madrugada e um hoje pela manhã, numa estação-tubo no Pinheirinho, informa o coronel Machado.
Cerca de 45 policiais estiveram à paisana circulando nas linhas de maior índice de assaltos - Sabará, Vilas Oficinas, Bairro Novo, Centenário, Mercês, Petrópolis, Chopinzinho, Tatuquara, Ganchinho, Fazenda Rio Grande e as vilas Verde, Santa Rita, Conquista e São Pedro. Dentro dos ônibus, eles identificavam os elementos perigosos ou suspeitos e avisam as patrulhas, conta. Também foram colocadas 200 viaturas nas ruas.
A repercussão do caso do cobrador inibiu a ação dos marginais, mas a queda nas ocorrências graves deve ser atribuída ao policiamento ostensivo contra a criminalidade, afirma o coronel Machado. O coronel considera que o policiamento foi otimizado, principalmente com a colocação na rua dos alunos da PM. Mas esta prática prejudica a formação futura do oficial, o que pode ocasionar sérios desvios de conduta na atividade, adverte o presidente da Associação de Defesa dos Policiais Militares da Ativa e Pensionistas, Elizeu Furquim.





