Estão cadastrados na Prefeitura de Maringá 150 vendedores de cachorro-quente. A maioria atua na área central da cidade com carrinhos que tem até 1,20 por 1,10 metro de tamanho. A prefeitura não tem cadastro de outros tipos de vendedores ambulantes. O secretário de Fazenda, Luis Antonio Paulichi, diz que a atividade é ‘‘irrisória’’ na cidade. Limita-se a alguns vendedores sem pontos fixos.
A rigorosa fiscalização da prefeitura e os critérios para a liberação de licenças são criticadas pelo presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes de Maringá, Pedro Romano. Segundo ele, existem na cidade mais de 200 pessoas esperando a regulamentação da atividade. ‘‘O ambulante precisa do apoio da prefeitura porque são pessoas honestas que também querem garantir o seu ganha-pão’’, afirma.
Romano diz que seu pai tenta há três meses conseguir uma licença da prefeitura para trabalhar como vendedor de cachorro-quente. ‘‘O carrinho está parado porque senão os fiscais passam e o prejuízo é grande, só que meu pai tem 68 anos, já sofreu derrame e não é aposentado. Ele precisa ter uma renda mensal e a prefeitura não quer liberar o alvará.’’
O camelô acredita que a prefeitura deveria adotar outro sistema de liberação de licenças. Ele afirma que a maioria dos vendedores regularizados não trabalha na atividade mas mantém empregados. ‘‘São idosos ou deficientes que têm alvará mas não têm condições de trabalhar, então contratam funcionários’’. Romano espera que a prefeitura conceda licença também para estes camelôs. A contar pela disposição da prefeitura, os camelôs continuarão sendo uma raridade em Maringá.

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