São Paulo - Felizmente, o número de acidentes em que há perda total da aeronave e/ou vitimas na aviação comercial regular caiu de quatro para dois casos, de 2002 para 2003. O primeiro foi um avião da TAM, que fez pouso forçado em uma fazenda em Birigui (SP) e matou uma vaca. O outro foi um avião da Vasp em Rio Branco (AC). Nesse caso, o motivo foi falta de equipamento adequado de aproximação e precisão de vôo no aeroporto. O problema foi resolvido recentemente pela Infraero, praticamente 12 meses depois.
Com a redução, o índice do Brasil de acidentes por milhão de decolagens deve cair de 2,0, em 2002, para cerca de 1,0, em 2003. Apesar da melhora, o Brasil segue abaixo da média dos EUA (0,4) e da Europa (0,5).
Para quem trabalha com aviação comercial, a redução do número de acidentes no último ano foi uma questão de sorte. ''Os pilotos estão muito cautelosos e, felizmente, nada muito grave aconteceu'', diz uma fonte ligada à segurança de vôo. ''Falta fiscalização e as coisas estão ficando precárias.''
Se na aviação comercial houve melhora, o mesmo não se pode dizer de todo o sistema de aviação civil, que inclui também aviação privada, aerodesportiva, agrícola e táxi-aéreo, entre outros, e cujo controle e fiscalização estão sob a responsabilidade do DAC. O número de acidentes, nesses casos, aumentou de 53 para 68 no último ano. O maior crescimento foi registrado na aviação particular: de 16 para 36.

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