Nucria finaliza inquérito de morte de bebê
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de julho de 2008
Thiago Alonso<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), responsável por investigar o caso da morte de Mariana Damiane, o bebê de oito meses jogado pela mãe do sexto andar de um prédio no centro de Curitiba, no último dia 30, terminou ontem o inquérito que apura as causas do crime. As conclusões da polícia vão ser encaminhas hoje para a Vara de Inquéritos. Ainda ontem, uma professora da escola onde o bebê ficava e um vizinho foram interrogados pelo Nucria. A polícia não quis adiantar os resultados ontem e a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública informou que o conteúdo pode ser divulgado hoje.
Mais de 20 testemunhas e pessoas envolvidas com o caso foram ouvidas pela polícia. Segundo o superintendente do Nucria, Luiz Augusto Dias de Souza, as testemunhas seguiram a mesma linha de depoimento.''Todas afirmaram que Tatiane Damiane tinha um bom relacionamento, tanto com a filha quanto no trabalho. Não havia nada que a desabonasse e que poderia resultar nessa tragédia'', revela Souza. A mãe de Mariana, a auxiliar de enfermagem Tatiane Damiane, 41 anos, confessou o crime em depoimento à polícia.
Tatiane, que continua presa no Complexo Penal Médico, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), foi acusada de homicídio doloso (com intenção de matar) e, se condenada, pode pegar 20 anos de prisão. O advogado de Tatiane, Cláudio Dalledone Júnior, disse que não vai se pronunciar por enquanto.
Para Luiz Augusto Dias de Souza, o caso pode apresentar novidades após a divulgação das perícias de sanidade mental e o exame toxicológico, solicitado pela polícia junto ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística. Os órgãos têm um prazo de 30 dias para divulgar os laudos.
O corpo de Mariana foi enterrado na quarta-feira passada na cidade de Colorado, no Rio Grande do Sul, onde mora a família de Tatiane. (Colaborou Diego Ribeiro)


