O movimento contra a violência nas escolas públicas de Maringá, iniciado no final do ano passado por vários setores da comunidade, ainda não chegou aos resultados esperados. A prisão de dois traficantes com drogas na porta de uma escola, na semana passada, mostra que a situação pouco mudou.
O mais grave, para pais e estudantes, é a violência dentro e fora dos estabelecimentos de ensino. Tanto nos colégios centrais como na periferia, é comum a presença de pessoas estranhas. ‘‘Precisamos mobilizar pais, professores e a polícia para uma ação em conjunto’’, defende a chefe do Núcleo Estadual de Educação, Rosicler Gizzi da Rocha.
Ela acredita que o combate à violência, ao tráfico de drogas e ao vandalismo vai acabar quando houver mais participação da comunidade na escola. Um bom exemplo da ausência ou do desinteresse dos pais, explica Rosicler, é que os colégios mais procurados em Maringá são os localizados próximos à área central. A cidade tem 41 escolas estaduais e cerca de 45 mil estudantes.
Na opinião de Rosicler, os pais e principalmente o aluno precisa valorizar a escola onde estuda. ‘‘A escola está fazendo sua parte’’, diz. Uma das formas de reduzir a violência e a possibilidade de tráfico de drogas foi a implantação da correção de fluxo, em que os alunos vão para a série adequada conforme a idade. ‘‘Se existe alguma influência negativa dos mais velhos nos mais jovens, podemos evitar com a adequação proposta’’, defende Rosicler. As escolas estão também pedindo à prefeitura o fim da liberação de alvarás para bares e lanchonetes próximos às escolas.
O que não pode acontecer, defende Rosicler, é a escola se fechar. Ela cita o exemplo do Instituto de Educação, que está em um ponto frequentado por prostitutas e desocupados. A situação levou os diretores a fecharem a escola. Hoje apenas alunos identificados entram no pátio ou no prédio.
A Polícia Militar, por outro lado, criou a patrulha escolar com policiais fazendo ronda por todas as escolas de Maringá. O projeto precisa ser ampliado, mas há falta efetivo. Segundo o vereador Miguel de Oliveira (PDT), que é policial civil e participa da mobilização contra a violência nas escolas, a idéia é manter pessoal fixo nos colégios públicos. Ele acha que o policial da própria comunidade servindo na escola facilitará o reconhecimento de pessoas estranhas.

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