Núcleo nega discriminação em escola
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quinta-feira, 06 de março de 1997
Da Sucursal 
Albari RosaFachada da Escola Estadual Elysio Viana no bairro GuabirotubaA convivência pacífica entre a comunidade do bairro Guabirotuba e as crianças da Associação dos Meninos de Curitiba (Assoma) é um projeto do Núcleo Regional de Curitiba, da Secretaria de Estado da Educação. Esse trabalho prevê a permanência das crianças da Assoma em turmas da Escola Estadual Elysio Viana para evitar um processo de discriminação.
A Assoma é vizinha da escola estadual e recebe emprestado duas salas de aulas para atender turmas exclusivas de alunos da associação. Para a direção do Núcleo Regional não há discriminação. Hoje temos cerca de 300 crianças que frequentam as escolas da região e ocupam o restante do dia com oficinas de marcenaria, cerâmica, artes, horta, jardinagem e outras, esclarece a assistente de área do Núcleo de Curitiba, Merojy Cavet.
Segundo a ouvidora do núcleo, Gislaine Costa Ferreira, há tempos atrás houve uma briga entre crianças de escola e da associação e isso gerou uma perturbação entre as mães. Mas oficialmente nunca recebi uma reclamação sobre discriminação.
Para a assistente da Escola Estadual Elysio Viana, Iara Lopes da Silva, a diminuição no número de matrículas (de 900 para 600 nos últimos anos) se deveu ao fato de muitas famílias que viviam em favelas próximas às escolas terem sido relocadas.
A Assoma foi inaugurada há dez anos e atende 306 meninos e meninas carentes com idade entre sete e 17 anos. Estudam na Escola Estadual Elysio Viana 22 dessas crianças, 160 têm aulas nas dependências da própria Assoma e os outros estudam em outras escolas públicas da cidade.
O Projeto de Segurança nas Escolas, dando maior atenção aos horários de entrada e saída dos alunos, está presente no bairro Guabirotuba e atende a região da Assoma e da escola Elysio Viana. Brigas entre crianças sempre existiram em qualquer parte. Às vezes um comentário impensado poderia gerar algum preconceito, mas isto é superado com a convivência diária, assegura Gislaine.


