Curitiba Os professores de Curitiba e região metropolitana melhor classificados no Processo Seletivo Simplificado (PSS) para atuar como substitutos na rede estadual de ensino terão uma nova oportunidade de pegar aulas nas escolas onde escolheram lecionar. Foi o que assegurou ontem a chefe do Núcleo Regional da Educação, Sheila Maria de Toledo Pereira, que faz hoje nova chamada para os docentes classificados do 1º ao 200º lugares. Cerca de 200 professores protestaram na última segunda-feira, depois de saberem que outros colegas com pontuações inferiores no exame de seleção assumiram as vagas, atendendo chamado do núcleo.
A Secretaria de Estado da Educação garante que atenderá a ordem de classificação, direito assegurado por lei, priorizando também titulação e tempo de carreira. No entanto, Sheila não sabe ainda se todos os professores, que ficaram atrás na classificação, conseguirão colocação em sala de aula. A maioria dos 200 primeiros lugares, segundo ela, já assumiu aulas.
Os docentes aprovados no PSS, explicou Sheila, são chamados de acordo com a necessidade da rede de ensino e têm contratos temporários. De acordo com ela, primeiro são convocados os docentes concursados. As vagas remanescentes são distribuídas entre celetistas e os classificados no PSS.
Durante esta semana, a Secretaria de Educação deve concluir os ''ajustes'' no quadro de professores da rede de ensino de Curitiba. Enquanto isso, os prejudicados são os alunos. Turmas inteiras de escolas da Capital como o Colégio Estadual Júlia Wanderley estão sendo dispensados por falta de professores. Sheila disse desconhecer essa situação. Ela afirmou que em Curitiba não houve falta de professores.
A superintendente da Educação, Yvelise Arcoverde, havia admitido, na segunda-feira, problemas pontuais nas cidades maiores como Curitiba, Londrina e Maringá. A orientação, segundo ela, era de que, na falta de professores, os diretores mantivessem os alunos na escola em outras atividades.

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