Núcleo e PM discutem segurança em escolas
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sábado, 18 de maio de 2002
Gilmar Agassi Equipe da Folha 
Cascavel - A direção do Núcleo Regional de Educação (NRE) em Cascavel se reuniu ontem com o comando do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM) para discutir medidas a serem tomadas para conter a violência nas escolas do município. A reunião foi convocada depois de um tiroteio que deixou três estudantes feridos.
Na segunda-feira passada, na saída do turno noturno do Colégio Nova Itália três alunos baleados. Dois deles permanecem internados em hospitais de Cascavel, mas não correm risco de vida. Desde o início do ano seis estudantes desta escola foram feridos. Na quarta-feira à noite, pais e alunos se reuniram na porta do colégio para protestar e pedir mais segurança. Alguns pais ameaçam retirar os filhos da escola por causa da violência.
O subcomandante da Polícia Militar em Cascavel, major Ozires Cunha, ressalta que diariamente acontecem rondas nas escolas da cidade, especialmente naquelas onde há uma maior concentração de problemas. Mas, ele reconhece que o contigente policial no município impede que seja realizada um trabalho mais específico nas escolas. As viaturas não podem ficar somente nas escolas, precisam rodar o bairro, explica.
A assistente técnica do NRE, Sônia Maria Justo, disse que a situação é preocupante e concorda que ações mais rígidas precisam ser tomadas para conter a violência. Ela destaca que frequentemente é registrada a presença de alunos portando armas brancas em alguns colégios. Ela acrescenta que já houve casos de alunos entrarem com armas de fogo dentro das salas de aula.
Entre as propostas apresentadas durante a reunião, a mais viável é de que a patrulha escolar volte a funcionar nos moldes antigos com a participação do Conselho Tutelar, Juizado de Menores e comissário de menores da Polícia Civil. No final de 2000 e início do ano passado uma série de atividades foi desenvolvida em conjunto e conseguiu reduzir a violência nas escolas. Porém, alguns órgãos integrantes começaram a deixar de acompanhar as operações e o trabalho ficou apenas com a Polícia Militar.
As operações eram acompanhadas por uma viatura da polícia militar e um ônibus. Todas as pessoas desocupadas que ficavam em frente às escolas eram abordadas e tinham que dar explicações. As abordagens também aconteciam em bares próximos dos estabelecimentos de ensino. Alunos em bares eram encaminhados para a sua casa pelo Conselho Tutelar. Vamos ampliar o trabalho e eliminar a violência das escolas, promete o major Ozires.


