Londrina

Paulo WolfgangDebateEvento realizado durante todo o dia discutiu formas de receber e integrar os migrantesA realidade dos migrantes que chegam todos os dias à cidade foi discutida ontem na ‘‘1ª Jornada de Estudos Sobre o Migrante e a Cidade Rumo ao Novo Milênio’’. O encontro foi promovido pela Pastoral do Migrante do Norte do Paraná, dirigida pelo padre Antônio Garcia Peres, da Igreja Nossa Senhora Aparecida, Vila Nova (região central de Londrina).
De acordo com o padre Antônio Garcia, é preciso que a Pastoral do Migrante tenha uma atuação mais presente na região. Por isso, a formação desse núcleo diocesano. ‘‘Nosso objetivo é sensibilizar a sociedade para os problemas do mundo urbano’’, afirma.
Em Londrina, migrantes chegam principalmente do Nordeste do Estado (Jaguapitã, Guaraci) e também constata-se a presença maciça de nordestinos. ‘‘Em suas comunidades, esses migrantes eram pessoas que participavam de festas, frequentavam a igreja. Na cidade grande, isso se diluiu’’, complementa.
A 1ª Jornada de Estudos sobre o Migrante está formando um núcleo de pessoas para que trabalhem com aqueles que chegam diariamente a Londrina. Eles irão servir de apoio, visitando famílias recém-chegadas, oportunizando a integração à vida comunitária. ‘‘E principalmente, não permitindo que essa família de migrantes se perca’’, concluiu o padre.
Durante a Jornada, líderes comunitários e integrantes de diversas igrejas da cidade foram orientados pela professora Wanderluce Pessoa Bison, socióloga, mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo e integrante do Serviço Pastoral dos Migrantes daquela capital. ‘‘Londrina está recebendo e expulsando pessoas. Os migrantes que aqui chegam encaram como problema principal o desemprego. É preciso salientar que as oportunidades de trabalho não existem mais’’, constata a socióloga.

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