A chefe do núcleo regional da Secretaria de Estado da Educação em Campo Mourão, Maria de Lourdes Maia Polizer, explicou que o Colégio Estadual Professor João de Oliveira Gomes já deveria ter suspenso as matrículas de quem não é aluno do ensino regular no início deste ano, mesmo de quem já estava frequentando as aulas do Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (Celem).
Segundo Polizer, a resolução foi adotada em todo o Estado porque a secretaria descobriu que estava havendo uma inversão de valores. Cerca de 90 alunos de Campo Mourão podem ser impedidos de concluir o curso de língua espanhola. Todos eles estão proibidos de fazer a rematrícula.
‘‘Ao invés de 30% de vagas para a comunidade, estava ocorrendo o contrário. Eram 70% para a comunidade e apenas 30% para os alunos da rede pública’’, explica. A situação foi considerada inviável porque o Celem é mantido com recursos do ensino fundamental e médio. ‘‘A secretaria ainda acabou permitindo que fossem aceitos alunos de escolas particulares e do ensino superior’’, lembra a chefe do núcleo de Campo Mourão.
Maria de Lourdes disse que o caso já foi parar na Justiça no início do ano em outros núcleos, mas sem vitória dos estudantes. ‘‘Eles vão perder na Justiça porque não há recurso disponível para custear o curso para a comunidade.’’
A chefe do núcleo diz também que os alunos sem certificado podem conseguir uma declaração do colégio dizendo que frequentaram o curso de línguas. ‘‘Mas não há como dar certificado porque, oficialmente, esses alunos não existem.’’

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