Mais de 100 mil alunos da rede pública de ensino retornam às aulas, hoje, nas 128 escolas de Londrina e outros 18 municípios que compõem o Núcleo Regional de Educação (NRE). A expectativa do NRE é que este ano letivo seja menos conturbado que o anterior, marcado por um troca-troca constante de docentes e pedagogos.
''Há um volume expressivo de professores aprovados no concurso público de 2004 sendo nomeados e assumindo aulas desde já, restando um número ínfimo de celetistas. A situação deverá ser bem diferente em relação ao ano passado, um dos mais tumultuados que já tivemos. Isso porque agora há um predomínio do quadro próprio de servidores do Estado, que já tem suas regras bem definidas'', assinalou a assistente do NRE de Londrina, Marlene de Mello.
De acordo com Marlene, boa parte dos docentes concursados está passando por exames médicos antes de serem declarados aptos a assumir suas vagas, e um outro grupo deverá ser chamado em breve. ''Não posso dizer que todos os professores estarão nas salas no primeiro dia de aulas, mas uma grande maioria sim'', garantiu. A assistente explicou que um grande número de professores classificados no concurso de 2003 não foi convocado, mesmo ainda havendo demanda, porque o número de vagas previsto em edital foi preenchido até o limite. Segundo ela, o Estado tem a intenção de ampliar as vagas, mas essa medida precisa ser aprovada pela Assembléia Legislativa.
O NRE informou também que 500 mil livros didáticos novos foram adquiridos via Ministério da Educação (MEC) e já estarão nas escolas no início das aulas. Isso representa, segundo o órgão, um aumento de 10% na quantidade de livros em relação a última remessa.
O presidente da Associação dos Gestores de Escolas de Londrina, Élcio Lentini, ponderou que os diretores de escolas continuarão enfrentando inúmeros problemas neste ano letivo. ''Há aulas que ainda não foram assumidas por nenhum professor por questões funcionais, salas de aula com sobra ou excesso de alunos, problemas de estrutura física. O diretor fica sem ação: não tem autonomia para abrir ou fechar uma turma sem autorização; precisa de licitação para adquirir ítens básicos e, como o dinheiro repassado nunca é suficiente, passa o ano fazendo bingos, gincanas, rifas para suprir algumas necessidades'', enumerou.

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