Londrina -A simulação do desabamento na Gleba Palhano, em Londrina, durou pouco mais de uma hora. Três oficiais observaram atentamente a segurança das equipes.
O coordenador regional do Siate, major Wilson Oliveira Paulino, destacou que a corporação nunca havia realizado uma simulação com um cenário tão próximo ao real. "O treinamento foi concluído com sucesso. Havia riscos reais aqui; estávamos a postos mesmo", comentou.
A negociação rápida para o uso do espaço também evitou o vazamento de informações. Mesmo sendo apenas uma simulação, os socorristas não pararam até o último resgate, nem mesmo para conceder entrevista.
Para os alunos do Curso de Formação de Soldados, a experiência foi única. "Dá um frio na barriga. A gente também aprende muito nessas simulações", contou Rauny Marçal Alvarez. Ele fez o papel de uma vítima em estado grave, com uma hemorragia.
Cada estudante recebeu a descrição dos sintomas, dos ferimentos e o diagnóstico. Pedro Paulo da Silva Júnior foi um dos três alunos escolhidos para simular vítimas fatais. "Fiquei com as vísceras expostas e também levei uma pancada forte no peito. É um privilégio participar disso. Dá a dimensão real do que a gente pode encontrar lá fora", disse.
O curso de formação tem duração de nove meses. A nova turma passará a atuar nas ruas no mês de agosto.
De acordo com um operário da obra de demolição, o prédio pertencia à falida construtora Encol. Segundo ele, o imóvel deve ser demolido em 15 dias para a construção de um prédio. (V.C.)

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