Novos radares devem funcionar em 15 dias em Londrina
CMTU fará uma campanha educativa nos locais antes de dar início ao monitoramento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de julho de 2019
CMTU fará uma campanha educativa nos locais antes de dar início ao monitoramento
Micaela Orikasa - Grupo Folha 

Mais quatro radares de velocidade já foram instalados no perímetro urbano de Londrina e a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) aguarda agora o laudo oficial do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) para colocá-los em funcionamento. A previsão, segundo o diretor de Trânsito da CMTU, major Sérgio Dalbem, é que o monitoramento comece em 25 de julho.
“O laudo deve sair nos próximos dias, mas iremos promover mais uns dez dias de campanha educativa para chamar a atenção dos usuários que passam por esses locais. Não temos pressa para o funcionamento porque o objetivo é conscientizar os condutores para evitar que acidentes e infrações continuem acontecendo nessas vias”, afirma.
A fiscalização pelo Ipem aconteceu no domingo (7). O objetivo foi verificar se os aparelhos estão medindo corretamente a velocidade dos veículos. Os ensaios foram realizados cinco vezes em cada equipamento e, de acordo com Marcelo Trautwein, gerente regional do Ipem, todos foram aprovados.
A CMTU informou que dos quatro novos equipamentos, dois farão o controle de velocidade na zona norte; e os outros dois, na área central e região oeste, farão também a fiscalização do avanço de sinal vermelho e parada sobre a faixa de pedestres.
Nas avenidas Maringá (zona oeste), Saul Elkind e Henrique Mansano (ambos na zona norte), a velocidade máxima é de 50 km/h. Já na rua Goiás o limite é 40 km/h.
Para Maranide Durão, que mora nas proximidades da avenida Maringá com rua Prefeito Faria Lima, o investimento na via traz um certo alívio.“É ótimo e extremamente necessário. Ninguém respeita o sinal, o limite de velocidade e a faixa de pedestres. Moro aqui há mais de 30 anos e considero esse trecho muito perigoso. De noite até o amanhecer, parece mais uma pista de corrida”, reclama.
Os pontos para instalação foram definidos após estudo técnico, com base na resolução 396/2011 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que considera a quantidade de acidentes, as características geométricas da via, a existência de curvas, declives e cruzamentos, além de excesso de velocidade.
Na avenida Henrique Mansano, o mecânico Aguimar Batistela não pensa duas vezes em dizer que o problema na via é o excesso de velocidade. Junto com outros comerciantes do entorno, ele coletou assinaturas há cerca de dois meses para solicitar a implantação de faixas elevadas de pedestres nos dois lados da pista.
“Os motoristas saem acelerando da rotatória. Para mim, o radar vai resolver pouco porque foi instalado uns 400 metros para frente. Acho que o ideal seria colocar algum redutor de velocidade logo após a rotatória”, diz Batistela, que tem um comércio há 25 anos na avenida, esquina com a rua Pelicano. “Aqui é o ponto mais cruel da avenida. Eu já socorri muitas pessoas que se envolveram em acidente nessa esquina. É muito triste”, desabafa.
Dalbem comenta que na avenida Henrique Mansano a CMTU leva em consideração a instalação do radar fixo ao invés da faixa elevada. “É mais eficiente em termos de sinalização, pois tem a questão da inibição, porque gera multa e a infração é fotografada pelo equipamento. Além disso, já tivemos registros de atropelamentos em cima da faixa elevada”, diz.

PEDIDOS
Ainda de acordo com Dalbem, a CMTU recebe muitas demandas de moradores, associações de bairros e até de vereadores a respeito de sinalização de trânsito. Para verificar a possibilidade de instalar recursos como faixa elevada de pedestres e radares fixos, por exemplo, ele diz que estudos locais são cruzados com dados do programa nacional Vida no Trânsito.
“Vamos acompanhando o fluxo e as estatísticas de cada área. Atualmente, 65 locais estão sendo acompanhados quanto à possibilidade de instalação de radares. Mas vale lembrar que o trânsito é dinâmico. Às vezes, resolvemos um problema em determinado trecho e o comportamento dos condutores modifica e a situação passa a se concentrar em outro local perto dali. Por isso que essas análises são fundamentais”, diz.
Dados do Placar do Trânsito revelam que no primeiro bimestre de 2019, 11 pessoas morreram e outras 689 se envolveram em acidentes nas ruas de Londrina. (Colaborou Fernanda Circhia)



