Novos protestos causam tumulto no Terminal
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sexta-feira, 06 de junho de 2003
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Depois dos estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizarem vários protestos durante a semana contra o aumento das tarifas de ônibus urbano, inclusive invadindo a sessão da Câmara de Vereadores na quinta-feira, ontem foi a vez de alunos do ensino médio se manifestarem.
Os estudantes de uma escola da área central aproveitaram a horário da saída, por volta das 12 horas, e pararam dois ônibus da linha 305, que passavam pela avenida Higienópolis. Bradando palavras de ordem como ''1,60 é um assalto'', ''Justiça'', os manifestantes jogaram corretivo nos ônibus e rabiscaram frases na lataria. Alguns universitários que estavam dentro dos ônibus parados criticaram o protesto por causa do vandalismo. Um manifestante foi detido por ter quebrado a lanterna de um dos ônibus.
Os estudantes seguiram a pé até o Terminal Urbano e aproveitaram o horário de grande movimento, no início da tarde, para protestar, causando tumulto e atraso na saída dos coletivos. Por várias vezes, eles fecharam as saídas do Terminal, impedindo que os ônibus saíssem.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella foi avisado por volta de 14h30 da manifestação dos estudantes e logo dirigiu-se ao Terminal. ''Existe uma exorbitância por parte dos estudantes, já que começaram a interferir no direito das pessoas de ir e vir'', falou. Segundo ele, ficou definida ontem pela manhã, em uma reunião, que a Polícia Militar e os agentes municipais apenas acompanhariam as manifestações dos estudantes. A maior preocupação no momento eram os problemas no fluxo de trânsito das imediações do Terminal. ''Talvez, esteja faltando mais energia para coibir a ação dos estudantes'', comentou.
Depois de quase três horas de protesto no Terminal, os estudantes foram para a prefeitura. Eles queriam falar com o prefeito Nedson Micheleti (PT), mas acabaram sendo recebidos pelo secretário de gestão pública, Gláudio Renato de Lima. O estudante Thiago Alves de Andrade, 17 anos, afirmou que a principal reivindicação é o transporte coletivo gratuito a todos estudantes.
Na saída da prefeitura ocorreu nova confusão quando os estudantes e outros menores que os acompanhavam tentaram entrar em um ônibus sem pagar. Depois de muita discussão e uma porta quebrada, eles decidiram caminhar até o Terminal, onde alguns conseguiram entrar pelo portão de saída dos ônibus. O pelotão de Choque da PM foi chamado e alguns menores, que não são estudantes, foram retirados à força quando tentavam pular a catraca. Quando tudo parecia normalizado, outro grupo de estudante chegou ao Terminal para mais um protesto.
Até o início da noite de ontem, o gerente geral da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) Gildalmo Mendonça, ainda não tinha um saldo do número de ônibus vandalizados no protesto. (Colaboraram Gilmar Agassi, Renê Muller e Adriana Savicki)


