Há 30 anos instalava-se na Avenida Duque de Caxias a Selaria Londrina, que mais tarde se transformaria em Comércio de Couros Londrina. Na época a venda de barrigueiras, laços, arreios e selas era grande e uma família inteira de imigrantes italianos vivia deste tipo de comércio. Mas os automóveis substituíram os cavalos, e a antiga selaria teve que se adaptar aos novos tempos. ''Para sobreviver, entramos no ramo calçadista, oferecendo matéria-prima para indústrias e sapatarias'', conta Amilton Fogagnoli, de 57 anos.
Ao lado dos grandes pedaços de couro é possível ver as placas de látex utilizadas no solados. As prateleiras são recheadas de tintas para couro, cadarços, rebites, proteções para saltos de sapatos, colas. ''A gente tem que dançar conforme a música'', resume Fogagnoli, que já está pensando nas mudanças futuras. ''Creio que daqui a uns cinco anos vamos ter mudar de ramo de novo.'' Segundo o comerciante, a abertura do mercado para os produtos importados da China tem dificultado muito os negócios.(S. L)

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