Novos ônibus atenderão linhas com maior lotação
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quarta-feira, 18 de julho de 2001
Maranúbia Barbosa 
A empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) apresentou ontem de manhã os 20 novos ônibus que irão integrar a frota. Os ônibus, que custaram R$ 2,2 milhões, passam a circular na próxima semana e vão operar em linhas que têm grande fluxo de passageiros. Com a aquisição, a frota da empresa passa a contar com 260 veículos, sendo que 237 são mantidos em operação. Os modelos adquiridos, com 31 assentos, entre eles cinco em cores diferenciadas para passageiros com necessidades especiais, gestantes e idosos, segundo a TCGL, vão proporcionar um serviço de maior qualidade.
O gerente administrativo da TCGL, Gildalmo de Mendonça, explicou que, apesar de a frota dispor de mais veículos, é praticamente impossível ter poucas pessoas dentro dos ônibus em horário de pico. Os novos ônibus, acrescentou o gerente, irão desafogar as linhas de maior lotação, que são as 307 (Avelino Vieira), 305 (Campus da UEL), 311 (Santa Rita), 302 (Hedy), 308 (Bandeirantes), 303 (Tóquio), 110 (Mister Thomas), 206 (Europa), 601 (Terminal Acapulco), 501 ( Rápido Vivi Xavier) e 501 (Expresso Vivi Xavier).
A TCGL opera em 63 linhas, tem 1.100 funcionários e transporta mensalmente cerca de 4,3 milhões de pessoas. Destas, cerca de 3,1 milhões são pagantes, incluindo os estudantes, que pagam 50% da tarifa. O preço atual da passagem é de R$ 1,15.
O prefeito Nedson Micheleti (PT), presente na cerimônia de entrega dos ônibus, salientou a importância do transporte coletivo na qualidade de vida da cidade. Descentralizar as linhas de ônibus que partem do Terminal Urbano e provocam grande estrangulamento no trânsito da área central, disse o prefeito, é prioridade para a administração. Nedson também explicou que é favorável à implantação do sistema de bilhetagem eletrônica, onde o próprio usuário liberaria com um cartão a passagem pela roleta. O sistema, esclareceu o prefeito, não implica em demissão de funcionário, já que o cobrador continuaria com a função de vender cartões no interior do ônibus.
Até o final do ano, adiantou a gerência da TCGL, a empresa vai colocar em circulação oito microônibus, para atender aos usuários que preferem um transporte diferenciado. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai definir como o serviço alternativo funcionará. O preço da passagem deve ser mais alto do que as linhas de ônibus comum.


