Novos exames monitoram infecções
Um novo exame de sangue de nome complicado - Marcação de leucócitos com tecnécio 99 - pode ajudar a identificação de pontos inflamados no organismo, e não identificados por outros exames de sangue comuns.
O principal sintoma, febre baixa e constante, alerta para o algo errado. O primeiro passo é retirar pequena quantidade de sangue do organismo. Hoje, aliás, já existe uma técnica que permite que o exame seja feito com apenas 50ml de sangue, metade do que a técnica anterior exigia. Isso é particularmente bom para pacientes anêmicos ou imunodeprimidos, diz o médico Rogério Saad Vaz, chefe do laboratório de biologia molecular do GR Laboratório de Análises Clínicas e Toxicológicas, em Curitiba.
Em seguida, separa-se os leucócitos (glóbulos brancos) e aplica-se neles uma substância radioativa que marca as células. Ao serem reinjetados no organismo, os leucócitos marcados migram naturalmente para a região da infecção, já que sua função é justamente defender o organismo. Algumas horas depois, o paciente submete-se, em um laboratório de medicina nuclear, a um diagnóstico por imagem. Um equipamento especial é capaz de identificar as células marcadas e, assim, detectar o ponto exato do organismo que está desenvolvendo processo inflamatório. A partir daí pode-se aplicar a medicação mais apropriada. Além do laboratório GR, só o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, realiza o exame no Brasil.
A injeção do contraste radioativo é procedimento ainda não coberto pelos convênios médicos e custam de R$ 200 a R$ 250. A parte de diagnóstico por imagem costuma estar incluída na lista dos convênios.
HIV - Um outro exame, desta vez para portadores de HIV, promete trazer novo ânimo para soropositivos que têm dúvidas sobre a eficácia da medicação que tomam. Através da técnica b-DNA é possível saber quanto de vírus HIV há no corpo.
A grande novidade desse exame é sua sensibilidade e precisão. Com a nova técnica é possível detectar todos os subtipos do vírus, explica Rogério Vaz. Segundo ele, o HIV tem se mostrado mais resistente e se transmuta para escapar, o que torna ainda mais difícil controlá-lo.
Monitorando a carga viral em soropositivos, com apoio de outro exame para medir a quantidade de células de defesa, pode-se avaliar até que ponto a medicação está funcionando.
A maior parte dos convênios, inclusive o SUS, cobre o exame b-DNA. Para quem vai pagar particularmente, o custo fica entre R$ 225 e R$ 300, no GR.Albari RosaO médico Rogério Vaz: Com a nova técnica é possível detectar todos os subtipos do vírus HIVMariela de Castro Santos





