Novos cursos disputam Vestibular 2000
Diversificação dos cursos ofertados e aumento do número de vagas é a marca das universidades para o vestibular
Rubens Burigo Neto
De CuritibaO ensino superior brasileiro está numa fase de crescimento acelerado e de diversificação. A tendência foi apontada pelos dados do Censo do Ensino Superior de 1998 divulgados em junho pelo Ministério da Educação e, agora, começa a ser confirmada pela divulgação das relações de candidatos por vaga nos vestibulares das principais universidades do Estado. Com mais ofertas de cursos, aumenta para os futuros profissionais as chances de conseguir uma boa colocação no exigente mercado de trabalho.
Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, o curso de Turismo é o mais concorrido. Pela primeira vez, cursos tradicionais como o de Medicina ou Direito, perderam a preferência dos vestibulandos. Com 1.525 inscritos, o Curso de Turismo apresenta uma relação de 34,6 candidatos por vaga. Para o vestibular do ano que vem a UFPR ofertou cinco novos cursos e a procura surpreendeu. No curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, a relação de candidatos por vaga atingiu a proporção de 26/1. Ciências do Mar, Engenharia Ambiental, Zootecnia e Matemática Industrial são as outras novidades do vestibular da UFPR.
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) também terá cinco novos cursos: Engenharia de produção Civil, Licenciatura em Computação, Engenharia Ambiental, Português e Espanhol e Estudo das Ciências Religiosas. Na PUC, que encerra as incrições para o vestibular no dia 30 deste mês, os cursos mais tradicionais devem liderar a preferência dos futuros calouros. Repetindo o que aconteceu na Universidade Estadual de Londrina, onde o curso de Medicina tem 65,97 candidatos disputando uma das vagas do curso para o ano que vem.
Nos últimos quatro anos, a matrícula nos cursos de graduação apresentou uma taxa de expansão anual de 7%, em média no Brasil. Em 1998, o aumento foi bem maior. O número total de alunos em cursos de graduação saltou de 1,94 milhão, em 1997, para 2,7 milhões, no ano passado (incluindo os cursos de extensão, os sequênciais e os de pós-graduação).





