Novos cursos da Unioeste podem não sair do papel
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quinta-feira, 13 de março de 2003
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - A possibilidade ventilada pelo Governo do Estado de não autorizar a criação de novos cursos nas universidades estaduais por falta de verbas está causando preocupação na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e na Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop). Ambas buscam uma solução rápida para o impasse criado em torno da indefinição sobre a implantação de três novos cursos da instituição (música e teatro e psicologia) do campus de Toledo e música e teatro do campus de Cascavel.
Segundo o prefeito de Medianeira e presidente da Amop, Luiz Yoshio Suzuke (PT), trata-se de uma situação que exige uma rápida solução, já que o início do ano letivo da Unioeste de 2003 está previsto para maio. Nesta semana, Suzuki esteve em Curitiba para discutir o assunto com o secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, acompanhado do reitor da Unioeste, Wilson Iscuissati, e de outras autoridades regionais.
Suzuki ressalta que a Amop quer um tratamento igualitário entre as demais instituições de ensino superior público do Estado. Ele completa que universidades como UEL, UEM, UEPG e Unicentro foram beneficiadas com a instalação de novos cursos e que a Unioeste é por enquanto a única que tem ameaçada a continuidade deste processo, pois ainda não realizou seu concurso vestibular. ''O critério deve ser idêntico e a Unioeste não pode ser prejudicada em virtude de que a greve teve duração além do esperado'', afirma Suzuki.
Segundo o reitor da Unioeste, as demais instituições de ensino não precisaram do instrumento de decreto para colocar em prática seus novos cursos, exigência feita à Unioeste pelo Governo. Iscuissati lembra que mais de 700 pessoas se inscreveram para os três cursos no vestibular a ser realizado no final deste mês. A assessoria de imprensa da Unioeste informou que o Governo do Estado deverá se pronunciar oficialmente em 10 dias.
O reitor ressalta que caso a decisão não seja favorável, existe a possibilidade desses candidatos que se inscreveram no vestibular ingressar com ações judiciais contra a instituição.


